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Para viver em liberdade

Como disse Cecília Meireles, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda o sentimento de ser livre. Talvez seja justamente por isso que a liberdade é tema de tantas obras de arte. Confira uma seleção e inspire-se a vivenciá-la
Texto: Filpo Nazário // Imagem: Divulgação // Ilustração: Pedro Piccinini
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Para largar tudo
Na Natureza Selvagem, filme de Sean Penn, 2007, EUA. Se ser livre significa ter a habilidade de fazer as escolhas de vida sem nos importamos com o julgamento dos outros, este filme acerta em cheio. Baseado numa história verídica, narra a saga de um americano recém-formado que largou o conforto de uma vida financeiramente bem estruturada, mas pobre de afeto, para se aventurar pelo mundo sem nenhuma obrigação. A decisão acaba levando-o ao Alasca selvagem, num retiro solitário e revelador. Indicado para dois Oscar, ainda conta com uma bela trilha sonora na voz de Eddie Vedder, do Pearl Jam.



Para saber ser livre

Ética, Demonstrada à Maneira dos Geômetras, livro de Baruch de Espinosa. “Essa obra do século XVII ainda nos denuncia um dos grandes desafios a uma vida livre: a dominação pelas ideias. Nós nos deixamos dominar por medo da vida. Tentamos fugir da tristeza nos apegando à esperança de que passará. E trocamos a felicidade pelo medo de que acabe. Algumas pessoas se valem dessa fragilidade para dominar. ‘Faça isso!’, dizem, ‘senão...’,
e fazemos, por medo da tristeza prometida. A liberdade, em suma, não seria fazer tudo o que se quer, mas fazer ou não algo em razão das tristezas e alegrias próprias, e não alheias.”
Dica de Júlio Pompeu, professor de ética da Universidade Federal do Espírito Santo.



Para dar sabor à rotina
Gourmet, livro de história em quadrinhos de Jiro Taniguchi e Masayuki Kusumi. “Este mangá fala sobre a liberdade de uma forma inusitada. Ele aborda um aspecto ao qual poucas vezes prestamos atenção na nossa vida urbana: a rotina da alimentação, que nos leva a nos deslocarmos pela cidade, entrando em contato com pessoas novas todos os dias. O livro acompanha um executivo de Tóquio durante 18 refeições. Enquanto se alimenta, ele reflete sobre questões como a cidade, o trabalho, a rotina e, obviamente, a comida. Mais do que nos mostrar que a forma como nos alimentamos diz muito sobre quem somos, a HQ nos convida a enxergarmos nosso cotidiano com outros olhos.”
Dica de Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil e fundador do site overmundo.com.br.



Para questionar normas

Um Estranho no Ninho, filme de Milos Forman, 1975, EUA. Jack Nicholson interpreta magistralmente o personagem de um condenado pela Justiça que resolve se fingir de louco para escapar da prisão. Acaba transferido para um manicômio. Lá, empenha-se em libertar o ambiente das rígidas normas impostas pela enfermaria. Obviamente, ele acaba batendo de frente com o status quo, representado pela figura da enfermeira-chefe. De forma singela, o filme mostra como a sensação de liberdade pode ser subjetiva. Faturou cinco Oscar, incluindo o de Melhor Filme.



Para que não se repita
O Diário de Anne Frank, livro de Anne Frank. Este é o diário real de Annelisse Maria Frank, uma garota judia que morava em Amsterdã nos anos 1940. Suas despretensiosas anotações de adolescente acabaram se tornando um dos livros mais lidos do mundo. Aos 12 anos, Anne vê sua vida virar do avesso: a invasão da Holanda pelas forças nazistas faz com que ela e seus pais tenham de viver num esconderijo minúsculo, por mais de dois anos. Através dos olhos da menina, enxergamos o terror de uma vida constantemente ameaçada e repleta de privações. Aos 15 anos, Anne morre num campo de concentração. Mas seu diário sobrevive, tornando-se um valioso documento dos absurdos da guerra.

Para entregar-se à preguiça
Liberdade, poema de Fernando Pessoa, 1935. ?“Ai que prazer /?Não cumprir um dever, / Ter um livro para ler /?E não o fazer!”, são os primeiros versos deste que é um dos poemas mais conhecidos do célebre autor português. Alguns o veem como um grito de apelo contra o intelectualismo que por vezes acaba nos privando de certos encantos simples do mundo. Outros enxergam a mais pura ironia nas palavras do poeta, que estaria na verdade dizendo que o homem que quer ser livre deve se submeter ao cumprimento do dever que lhe é imposto. Liberdade foi eternizado na voz do ator português João Vilarret. Vale uma pesquisada na internet para ouvir a declamação.



Para ser dono de si
Maysa – Só Numa Multidão de Amores, livro de Lira Neto. “Esta biografia da cantora Maysa é uma das melhores que já li: extremamente bem escrita, imparcial, dotada de uma pesquisa minuciosa, com ritmo e enorme qualidade literária. No que se refere ao conceito de liberdade, o livro é fascinante. Maysa era uma mulher à frente de seu tempo, dona – até demais – do próprio nariz: uma artista que viveu livre e pagou um preço alto por dizer o que pensava, por fazer apenas o que gostava e seguir unicamente o que acreditava.” ?
Dica de Rafael Cortez, repórter do programa CQC.



Para reinventar a arte
Les Demoiselles d’Avignon
, quadro de Pablo Picasso, 1907. Esta é uma das telas mais libertadoras da história da pintura, considerada um dos marcos da fundação da arte moderna. Quando foi exibida pela primeira vez, causou enorme perplexidade, por ser diferente em todos os aspectos de tudo que havia sido pintado até então. Os corpos das mulheres são representados com linhas retas e formas angulosas. As que estão mais à direita usam máscaras africanas. Uma delas tem o rosto voltado para a frente, embora o corpo esteja de costas. Ao quebrar os principais paradigmas da pintura ocidental, Picasso abriu caminho para a transformação de todas as demais artes, tornando-se um nos nomes mais influentes de seu tempo.

Para soltar o gogó
Compositores de todo o mundo se inspiraram nas mais diversas facetas da liberdade para criar canções inesquecíveis. Confira uma seleção:
I’m Free, dos Rolling Stones.
O primeiro verso diz tudo: “Eu sou livre para fazer o que eu quiser quando bem entender”.
Maluco Beleza, de Raul Seixas.
Celebra a possibilidade de pensar e agir quebrando as regras do convencional.
The Thrill Is Gone, famosa na voz de B.B. King.
Com a típica melancolia do blues, canta a liberdade do fim de um relacionamento amoroso.
Cálice, de Chico Buarque.
Um clássico da luta por liberdade política em nosso país durante a ditadura militar.
Free as a Bird, dos Beatles.
Relaciona a liberdade à interdependência: “Podemos realmente viver um sem o outro?”.

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Comentários:
muuuuuito boa.....eu sou assim vivo minha liberdade é tão bom ser livre...
por isso eu vivo cada momento como se fosse o ultimo dia....














maraisa tom
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