Droga Raia

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BLOG DA REDAÇÃO

Da redação // Foto: Carina Barros
Além da distância

"Começamos assim: de uma forma não tão diferente para os dias atuais, mas ainda assim, incomum. Através de um jogo online de RPG. De início, uma amizade como outra qualquer. Trocávamos histórias, confidências, risos e tudo o que um relacionamento desse tipo podia pedir. Ele, em Vitória, eu em São Paulo. Nosso contato era diário e ocupava a maior parte do nosso tempo. Esse sentimento foi crescendo a cada dia que nos falávamos e se transformando em uma outra coisa maior ainda.Até que nos encontramos. Em São Paulo. Ele veio especialmente para me visitar e foi aí que surgiu esse gatinho, marcando o começo do que somos hoje. O Anderson o deu-me de presente no nosso primeiro encontro, depois de conseguir puxá-lo com uma garra, naquelas máquinas de bichinhos."

Jaqueline Moribe, 21 anos, e Anderson Duboc, 25 anos, São Paulo (SP).

 

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Escrito às 15h42 do dia 04 de maio de 2011

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Da redação // Foto: Carina Barros
Entre livros

No começo do meu namoro sempre eu quem dava presentes, porque tenho facilidade em descobrir o estilo das pessoas, o que elas gostam. Meu amor sempre me perguntava o que eu queria ganhar, mas nunca deixei claro, por isso, não recebia presente algum. Um dia fomos a uma exposição de designers - nosso primeiro evento juntos. Lá encontrei o livro Grids. Queria muito esse livro, porque achava que ele iria me ajudar, não somente em um trabalho que estava desenvolvendo, como também em minha carreira profissional. O fato é que ele era muito caro, mas, meu amor - percebendo a situação e aproveitando que estava próximo ao meu aniversário - me deu-o de presente. Hoje, sempre que vejo o livro, em qualquer lugar que seja, me lembro desse gesto de generosidade.

Anderson Borges, 24 anos, São Paulo (SP)

 

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Escrito às 11h51 do dia 20 de abril de 2011

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Da redação // Foto: Carina Barros
Borboleta-flor-lápis-catavento

Ele colou as duas mãos em meu rosto e perguntou: “posso fazer parte do seu mundo?”. Depois do sim, fomos juntos jantar e conversar. Era semana do meu aniversário e, apaixonada, tudo para mim tinha gosto de presente. Descemos a Augusta até o Pedaço da Pizza e lá ele tirou da mochila dois regalos para comemorar meus 26 anos. Um deles era o livro “Carta a D“, que tinha um valor especial para mim – lembro de ter lido sobre ele em um jornal e ter pedido a Deus um amor assim (tirando a parte das tragédias, claro), mal sabia eu que o pedido seria atendido junto com o próprio livro. O outro mimo era como a cerejinha do bolo: uma borboleta-flor-lápis-catavento. Todo sem graça, achando muito infantil, me entregou a "Crizzz Flor" (sim, ela ganhou um nome). Mas eu gostei muito! Ele tinha entendido, num objeto aparentemente bestial, todo o mundo colorido que eu guardava dentro de mim. Terminamos o jantar e seguimos juntos até o metrô. De mãos dadas, caminhamos nas vias daquele mundo que já era nosso.

Cristina Casagrande, 28 anos, e Peri Semmelmann, 28 anos, São Paulo (SP).

 

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Escrito às 15h43 do dia 14 de abril de 2011

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Da redação // Foto: Carina Barros
O som da tua guitarra

"Música é uma paixão que eu e o Vicente temos em comum desde a época em que a gente era só amigo na faculdade. Lembro de vários trabalhos em grupo que fiz na casa dele ao som de Beatles, Mutantes, Kinks, Zappa. Aí veio o violão, que ganhei da minha mãe. Já fazia tempo que eu queria aprender a tocar, só faltava achar um professor. O Vicente tocava guitarra e tinha uma banda. Ele se ofereceu pra me ensinar... e de graça! Em troca das aulas, alguns meses depois, ele ganhou uma namorada (eu!). O violão passou a nos acompanhar em muitas viagens por aí. E quando a gente foi morar junto, ele era uma das grandes diversões em uma época que a gente não tinha sofá, nem tv a cabo, nem videogame. Hoje ele até fica mais encostado do que a gente gostaria. Mas pra mim ele é o símbolo da nossa trajetória juntos, e de vários acordes que ainda estão por vir."

Mariana Bolzani, 33 anos, e Vicente Carrari, 31 anos, São Paulo (SP).



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Escrito às 11h44 do dia 11 de abril de 2011

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Da redação // Foto: Carina Barros
Quem vê cara não vê coração

"Não foi amor à primeira vista. Foi mais pra João que amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria. E, então, ele disse-me que eu era TUDO e até fez uma música.

Coração disparado. Pegamos a estrada rumo ao interior, num céu assim, com sol assim. Paramos no alto de uma montanha. Gustavo sorriu e eu mirei os pés: flash! Ele imprimiu a foto e me deu de presente de aniversário. Acho tão a nossa cara ;)"

Nina Weingrill, 25 anos, e Gustavo De Boni, 26 anos, São Paulo (SP).

 

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Escrito às 16h35 do dia 01 de abril de 2011

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Da redação // Foto: Carina Barros
Meu jardim do amor

"Nosso relacionamento era estritamente profissional. Eu trabalhava na empresa dele no setor de atendimento. Não tinha nenhuma opinião formada sobre o homem Rodrigo, a não ser o fato de achá-lo bonitinho, e só.

Minha intenção não era conquistá-lo, mas sim alegrar um pouco o dia dele, porque ele estava passando por uma fase em que tudo estava confuso e difícil de se resolver.

Da vontade de querer ajudá-lo a animar esses dias ruins, comecei a criar carrinhos em post-its e colar em lugares prováveis e improváveis para causar surpresa quando os encontrasse.

Percebi que minha mobilização estava fazendo efeito, pois comecei a receber lindas flores e, assim, montar um jardim incrível de tipos únicos, que somente o amor pode criar. Recebi flores lilás de bolinhas pequenas, flores com todas as cores do amor, de boas energias, tinha até pé de beijos sabor amor, plantas multicoloridas com flores de sorriso e outras milhares, que faziam eu querer cultivá-las cada vez mais. 

Com gentilezas e carinhos fui regando o meu jardim. A cada nova flor uma surpresa e alegria diferente. Até hoje cuido dele com muito amor! ;)"

Bia Torres, 26 anos, São Paulo (SP).

 

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Escrito às 16h23 do dia 01 de abril de 2011

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Da redação // Foto: Carina de Barros
Como uma onda...

"Sempre que eu e o meu amado passamos nossas férias na praia do Bonete, em Ilhabela (SP), trazemos uma pedrinha de lá.

Essa praia é muito especial pra gente. Além de ser um lugar incrível, foi lá que nasceu o primeiro "filho" do meu namorado - uma casa que ele, como arquiteto, projetou para um grande amigo. Cada uma dessas pedras me leva de volta àquelas viagens, ao cheiro do mar, aos passeios de mãos dadas na praia e, mais que tudo, ao balanço da rede dentro dessa casa que eu, namorada coruja, não canso de admirar. S2"

Claudia Inoue, 31 anos, e Pedro Saito, 31 anos, São Paulo (SP).


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Escrito às 16h37 do dia 31 de março de 2011

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Da redação // Foto: Carina de Barros
Tão longe, tão perto

"Eu e o Fernão nos casamos em novembro de 2009. Somos jornalistas, estamos acostumados aos horários malucos das redações e com as eventuais viagens que aparecem. É de uma delas, a que nos separou por mais tempo, o calendário acima. Por quase três meses, o Fernão ficou na África do Sul, acompanhado a Copa do Mundo de Futebol de 2010. O aniversário dele, inclusive, cairia nesse período em terras africanas. Minha dúvida era: como esconder um presente na mala? E qual presente seria? 

Optei por algo simples: peguei três fotos nossas e, com a ajuda da minha amiga Regina, criei um calendário de três meses - maio, junho, julho, o tempo exato da viagem. Embalei o calendário com um cachecol xadrez e o escondi na mala, na esperança de que ele não encontrasse até o dia do aniversário.

No dia 29 de maio liguei para o hotel em Joanesburgo. Quando ele atendeu, pedi que abrisse a mala e procurasse pelo cachecol. Por telefone, acompanhei a reação: por lá, um sorriso misturado com choro. Por aqui, saudade misturada com alegria. No bilhete, escrevi um mandamento da nossa união: a despeito de qualquer distância, estamos sempre perto. Sempre juntos.

Nossa foto enfeitou as escrivaninhas dos hotéis pelos quais o Fernão passou. E hoje decora a estante lá de casa. :)"

Ana Luísa Vieira, 29 anos, e Fernão Ketelhuth, 29 anos, São Paulo (SP).

 

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Escrito às 16h29 do dia 30 de março de 2011

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Texto: Tissiane Vicentin // Foto: Museum of Broken Relationships

Quem não tem uma história triste envolvendo um amor que não deu certo? O Museum of Broken Relationships (museu das relações rompidas, na tradução) tem a função de juntar e expor memórias desse tipo. A ideia surgiu quando o casal de artistas croatas Olinka Vistica e Drazen Grubisic acabou um relacionamento de 4 anos e não sabia o que fazer com os objetos que sobraram do namoro. A solução foi transformar a coleção em arte.

Com a contribuição de amigos e até mesmo de desconhecidos, o acervo foi crescendo. São bichinhos de pelúcia, CDs e até peças mais improváveis, como um machado e um anão de jardim. Cada item tem sua história, contada de forma a superar o trauma da separação. No site, em inglês, é possível conferir algumas dessas relíquias e até mesmo contribuir com a exposição virtual, mandando e-mails, fotografias e mensagens de celular que lembrem seus antigos relacionamentos.

Inspirados por essa ideia, nós da Sorria decidimos também criar uma coleção de memórias. Mas como ninguém gosta de dizer adeus, vamos fazer diferente. Queremos reunir registros de objetos que simbolizam relacionamentos amorosos que seguem de vento em popa. Já pensamos até um nome divertido: "MusEu Te Amo".  

Para isso, contamos com sua ajuda. Qual é o objeto que melhor simboliza seu namoro ou casamento? Mande uma foto dele para a gente, contando porque é importante. Não esqueça de dizer seu nome completo, idade e cidade onde mora. Nosso e-mail é contato@revistasorria.com.br. Esperamos sua mensagem!


Escrito às 16h13 do dia 14 de dezembro de 2010

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