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Opções

No dia 22 de setembro, participei de atividades do Dia Mundial Sem Carro pela segunda vez. Na primeira, no ano passado, redescobri o prazer de pedalar, o que não fazia desde criança. É uma história bonita, que mudou minha vida e minha relação com a cidade. Até esse dia, eu nunca tinha parado para pensar: por que um Dia Mundial Sem Carro?
Não é que os carros sejam a encarnação do diabo. Mas eles simbolizam os efeitos de alguns caminhos tomados pelas grandes cidades que não são necessariamente positivos, como a poluição, o isolamento, a falta de contato com a rua, o sedentarismo, o amor pela pressa e pela velocidade… Claro que carros são úteis e necessários em muitos casos. O que se questiona é o excesso. O automóvel deveria ser apenas mais uma opção de locomoção, mas acabamos ficando dependentes dele. Em São Paulo, por exemplo, somados às motos, eles transportam 49% das pessoas; mas ocupam 88% do espaço nas vias, segundo o consultor em transportes Horácio Figueira (leia mais aqui). O ideal é que existam alternativas, e que essas alternativas tenham espaço e condições ideais para funcionar.
Trens, metrôs, ônibus, bicicletas, patins, caronas, caminhadas… Opções existem. Claro que nem todas estão disponíveis para todo mundo. Quem mora no interior pode não ter acesso a metrô; em compensação, as distâncias são menores, e dá para encarar uma caminhada. Moradores das capitais podem ter sistema de ônibus ruim; mas ei, que tal pegar a bicicleta e pedalar? A vantagem da bicicleta e de caminhar é que não é preciso esperar o poder público agir; é só sair por aí, feliz, curtindo a cidade. Existem várias formas de andar pelo seu bairro, de visitar os pontos turísticos de um lugar, de ir na padaria, ao cinema, encontrar os amigos. Quando se fala de mobilidade, todos somos um pouco parte do problema. O legal é que podemos ser, também, parte da solução.
Escrito às 16h33 do dia 30 de setembro de 2009






















































