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Laço eterno

28 de setembro de 2009

http://www.flickr.com/photos/docman/49896037/

“Desde criança, aprendi a valorizar as pessoas que me são caras, como minha mãe Maria Helena, que criou a mim e a meus dois irmãos com muitas dificuldades. Às vezes, quando existe amor, a dificuldade une mais as pessoas.

Perdemos o meu irmão mais velho, Augusto, e, com isso, também se foi um pedaço dela. As doenças começaram a aparecer e, de filha, passei a mãe. Ela acabou ficando totalmente dependente de mim, física, mental e emocionalmente.

Não pensem que isso é uma reclamação, é apenas um processo do aprendizado que passei com ela, que me trouxe muita tristeza, por vê-la assim, mas também muito mais proximidade.

Ela faleceu em 13 de maio de 2009, aos 85 anos. Uma pessoa, para me confortar, disse: “Ela descansou, e você também”. Respondi o que a experiência me ensinou: ela não me cansa, ela é minha mãe, e eu cuidaria dela pelo tempo que fosse necessário.”

Maria Helena Sarti, 48 anos, São Paulo, SP

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Publicado por O que aprendi

Categoria Família, Felicidade, Segredo, Vida

1 comentário to “Laço eterno”

  1. Daniela Simão disse:

    Também ouvi essa frase, e a minha reação foi a mesma. Mas em cada caso, a perda de um ente querido tem seu significado e providência divina. No meu, aos 26 anos despedir da minha mãe, de 48, foi um processo de amadurecimento.Por mais que a fé não nos deixe enlouquecer, ela ainda não é capaz de dar o colo que só uma mãe sabe dar..e a falta desse colo,infelizmente, vai doer mais e mais a cada ano…

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