27 de agosto de 2009
Sabe aquele computador velho que não compensa pagar o conserto? Pois ele pode ter um destino melhor do que ficar jogado em alguma canto de casa: a Metareciclagem. O projeto desmonta computadores, arruma o que tem conserto e manda o resto para reciclagem. As máquinas são remontadas e doadas para instituições e pontos de cultura. Mas o grupo vai além: explica eletrônica e computação em comunidades com o objetivo de fazer as pessoas se apropriarem da tecnologia e perderem o medo da informática. Tudo para espalhar o conhecimento.
Para participar, basta entrar em contato com o grupo de Metareciclagem mais próximo ou se cadastrar na lista de discussão do projeto. É possível ajudar como doador ou reparar computadores como técnico voluntário.
27 de agosto de 2009
Um supermercado do interior da Bahia prova que as empresas não precisam esperar pela pressão dos clientes para adotar a responsabilidade social. Mesmo pequenas, elas podem tomar a iniciativa – e começar um movimento para transformar sua comunidade
texto: Simone Cunha foto: Daniela Toviansky
Um pequena rede de supermercados da cidade de Jequié, na entrada da caatinga baiana, que se desenvolve um dos melhores projetos de responsabilidade social do varejo brasileiro. O reconhecimento veio da Fundação Getulio Vargas (FGV), que em outubro de 2008 concedeu o prêmio Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, na categoria Média Empresa, a um filho da terra, os supermercados Cardoso. A grande figura por trás desse feito é Márcio Cardoso, diretor comercial da rede, uma empresa familiar com três lojas e 500 funcionários.
O projeto premiado acena com recompensas palpáveis para estimular os clientes a reciclar o lixo. Quem compra no Cardoso ganha um cupom para participar do sorteio de um vale-compras. Mas o prêmio só tem validade se o sorteado for um doador da cooperativa de catadores local. No segundo ano da campanha, iniciada em 2005, a mobilização de mais de 4 mil clientes quase triplicou a produtividade da cooperativa. E esse é só um dos projetos implantados por Márcio: a rede Cardoso também estimula o comércio de produtos locais e a doação de sangue.
Quem acha que Márcio lançou essas campanhas por pressão da população ou da concorrência se engana. Ele acredita que as empresas podem aprimorar a sociedade. E não se trata de altruísmo: agindo assim, as companhias também se beneficiam, tanto pela criação de uma boa imagem quanto pela melhoria da comunidade em que estão inseridas. Na entrevista a seguir, Márcio conta como percebeu isso.
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26 de agosto de 2009
Está a fim de fazer uma boa acão, mas não tem dinheiro ou tempo? Para aliviar sua consciência e melhorar a vida de muita gente, separamos três sites onde sua doação é feita em apenas um clique e sem gastar um centavo.
Nossa primera dica é o Clickarvore, projeto de reflorestamento criado pela parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Editora Abril e o Instituto Ambiental Vidágua. O visitante entra no site, se cadastra e pode doar uma muda por dia, que será paga por um dos patrocinadores. Quem quiser colaborar de outro modo, também pode plantar árvores como voluntário ou doar terreno e dinheiro.
Outra forma de ajudar com um toque no mouse é o Clickajuda, onde é possível escolher com qual causa você quer colaborar. São sete instituicões, entre elas a Fundação Dorina Nowill e a AACD. Cada clique vale R$ 0,50. O dinheiro é dado por empresas que apoiam a página.
Se você fala inglês, quer ajudar a ONU e ainda testar seus conhecimentos em línguas, artes, geografia e química, a gente recomenda o FreeRice.com. O site é um jogo de perguntas onde cada resposta certa vale 10 grãos de arroz. As doações são feitas por patrocinadores para o Programa Mundial de Alimentos da ONU, que distribui o arroz em áreas carentes. O site foi criado em outubro de 2007 e já doou mais de 67 bilhões de grãos.
26 de agosto de 2009
Fotografar a capa da Sorria* é sempre trabalhoso. Criar o conceito, selecionar o modelo, definir a cor do fundo, pintar o painel, agendar o estúdio, reunir toda a equipe, planejar a luz, aplicar a maquiagem, montar o figurino, fazer inúmeros cliques e selecionar o melhor – fora todos os imprevistos. Para produzir a imagem da primeira página da edição 9, que está nas lojas, tínhamos um desafio a mais: tentar controlar a fúria infantil dos lindos filhotes de beagle que estampam a foto. No estúdio havia três deles, todos da mesma ninhada. Na foto, apareceriam só dois. Enquanto uma dupla era clicada, o terceiro brincava no pátio, para desestressar. Quando a modelo Natalia Contreras não conseguia mais manter as duas bolinhas de pelo sob controle em seus braços, o mais agitado era liberado, e o reserva tomava seu lugar. No fim da sessão, após horas de trabalho, eles continuavam cheios de energia. E não faltou quem quisesse levar um deles para casa…
Na foto baixo, a equipe que produziu a foto. Sentada no chão, a fotógrafa Daniela Toviansky. Atrás dela, a produtora Juliana Coelho. Ao lado, de branco, a diretora de arte Claudia Inoue. Segurando o cãozinho, com lenço no pescoço, a produtora Laura Sobenes. Atrás delas, da esquerda para a direita, a assistente de produção de moda Naida Higuti, a modelo Natalia Contreras e a produtora de moda Juliana Rebecchi. No centro da imagem, com um dos cachorrinhos nos braços, a diretora editorial Roberta Faria. Lá atrás, os meninos, da esquerda para a direita: o maquiador Rafael Guapiano (agência Glloss), o assistente de beleza Patrick Rodrigues, o assistente de fotografia Rodrigo Machado, o editor Dilson Branco e o editor de arte André Rodrigues.

26 de agosto de 2009
Se sobra tanta comida aqui, porque falta tanta lá? Para começar a zerar os números da fome, essa economista passou a investir contra o desperdício
texto: Amanda Rahra e Simone Cunha
O primeiro dado é forte: falta comida na mesa de 39,5 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante dele, o segundo até grita: de cada dez caixas de alimento que saem de nossas lavouras, mais de seis são desperdiçadas. O problema é grande mesmo, do tamanho de 70 mil toneladas de comida jogadas fora, por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Não parece urgente pegar o que sobra e levar para onde falta? Fazer positivo e negativo se anular? Foi essa a equação que a economista Luciana Quintão, 46 anos, tratou de resolver. Era 1997 e a empresária começava a desenhar os contornos da ONG que batizou de Banco de Alimentos.
A idéia era recolher comida em hortifrútis e indústrias e redistribuir a quem tem fome. No primeiro ano, 1999, menos de 100 toneladas foram arrecadadas. Hoje são quase 350 mil toneladas por ano, que já complementam a alimentação de 22 mil pessoas. Sorria* foi até Luciana para entender como ela opera esse investimento no fim da fome. E como replicar a idéia por aí.
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25 de agosto de 2009
Nesta semana, vamos falar sobre solidariedade e diversas maneiras de ajudar o próximo. Para começar, confira esta entrevista com Felipe Ventura, um menino de doações milionárias:
O garoto do cofrinho
Felipe Ventura conseguiu seu primeiro milhão aos 16 anos. Mas não ficou com o dinheiro. Desde pequeno, junta moedas para doá-las. A cada ano, seu cofrinho fica mais pesado
texto: Nina Weingrill foto: Daniela Toviansky
Era um doming frio e chuvoso de 1998. Na TV, a apresentadora Hebe Camargo pedia aos telespectadores que doassem o que podiam ao Teleton, maratona televisiva que visa a arrecadar dinheiro para a construção de hospitais para crianças deficientes. A meta era quebrar o recorde do ano anterior, e, para isso, ainda faltavam 3 milhões de reais. Felipe Ventura, então com 7 anos, assistia atento ao programa e quis fazer uma doação. Correu para o quarto, abriu seu cofrinho e derrubou as moedas no chão. Eram 75 reais e uns quebrados. E ele, ajudado pelos pais, resolveu levá-los à emissora. Naquele dia, o garoto acabou no palco do programa, ao lado de Hebe e Silvio Santos. Ele conseguiu fazer sua doação – ao vivo –, abraçou a causa e, desde então, tem como desafio aumentar a cada ano o valor arrecadado.
Por causa de sua atitude, Felipe também foi convidado a encabeçar uma ação na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) chamada “Corrente do Bem”, em que transmite aos jovens a mensagem sobre a importância de uma colaboração. A corrente ganhou elos, espalhou-se para outros países da América do Sul e rendeu a Felipe até um troféu de Responsabilidade Social. Conheça a seguir esse jovem, que, com uma atitude simples, ajuda a melhorar o mundo:
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24 de agosto de 2009

Aprendi a pintar paredes, assim como lixá-las para deixar a massa corrida perfeita! Aprendi a restaurar janelas, envernizar portas e decorar um ambiente confortável. Não com aquela perfeição, mas com muito carinho, dedicação e uma vontade enorme de deixar tudo tão bonito quanto a união de um casamento!
Anna Carolina de Carvalho, 24 anos, São Paulo, SP - por email
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
Foto: Robson Felipe de Carvalho
22 de agosto de 2009

A surpresa dessa tradicional receita fica para o final. Quando desenformado, o bolo invertido exibe o brilho das bananas em caramelo
Ingredientes
• 2 xícaras de açúcar
• 1/3 de xícara de água fervente
• 3 bananas nanicas cortadas ao meio,
no sentido do comprimento
• 3 ovos
• 1/2 xícara de leite
• 1 colher (chá) de essência de baunilha
• 100 g de manteiga em temperatura ambiente
• 1 1/2 xícara de farinha de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
Modo de preparo
Em uma panelinha, aqueça uma xícara de açúcar, mexendo até caramelar. Despeje a água deixando escorrer pela borda da panela e mexa para não empelotar. Ferva por alguns minutos, mexendo sempre, até formar uma calda lisa. Transfira para uma fôrma de 24 cm de diâmetro, cobrindo o fundo e as laterais. Distribua as fatias de banana no fundo. Reserve. Em uma tigela, bata os ovos com o leite, a baunilha e o açúcar restante. Junte a manteiga, a farinha e o fermento e misture até ficar homogêneo. Espalhe na fôrma e leve ao forno pré-aquecido, em temperatura alta, por 40 minutos. Deixe esfriar por cinco minutos e desenforme.
Receita de Lourdes Possato Leão publicada na Sorria* 6 com texto de Marcela Dias e produção culinária de Lucy Silva. As fotos são de Daniela Toviansky.
21 de agosto de 2009

Diários de Motocicleta. Filme de Walter Salles, EUA, 2004. Na década de 50, dois estudantes argentinos decidem fazer uma viagem de moto pela América do Sul – uma espécie de despedida da juventude. No caminho, entram em contato com as raízes do continente e com as próprias motivações políticas e emocionais. Um deles se torna o guerrilheiro Che Guevara. Para retomar aqueles velhos planos de fazer um mochilão. O que se encontra pelo caminho pode ajudar o viajante a se reencontrar
1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer, livro de Patricia Schulz, Sextante, e 100 Lugares que Você Precisa Visitar Antes de Dizer que Conhece o Brasil, livro de Jorge de Souza, Panda Books. Quase tão legal quanto viajar é saber sobre as pessoas, os costumes e as belezas de lugares desconhecidos. E planejar a próxima partida. Esses dois livros trazem seleções bem particulares de lugares incríveis que todo mundo deveria ter o direito de conhecer. Só de escolher os favoritos já bate a vontade de fazer as malas.
História real. Filme de David Lynch, EUA, 1999. Alvin Straight fica sabendo que seu irmão, com quem não fala há dez anos, teve um derrame. Resolve fazer as pazes, e para tanto dirige um velho cortador de grama por 432 quilômetros até a casa do irmão. Durante a jornada, cruza com personagens comuns e bizarros, com quem compartilha suas lições de vida. Baseado em uma história real, o filme trata da sabedoria da maturidade e do valor da superação para encontrar a paz.
20 de agosto de 2009
Descarte o hotel e durma de graça na casa de desconhecidos. Troque o restaurante pega-turista pelo botequinho que só os nativos freqüentam. Conheça o Couch Surfing, um novo jeito de rodar o mundo
texto: Eloá Orazem foto: Marcus Desimoni
Para quase todo mundo, sair pelo mundo é divertido e revigorante. É conhecer novas paisagens, novas comidas e voltar pra casa com os próprios cartões-postais. Mas viajar é também criar laços afetivos com um lugar novo. Especialmente quando a gente se descontamina da ansiedade de bater cartão nas atrações mais famosas e se deixa levar por aquela senhora que cruzou o caminho e convidou para um chazinho em sua casa ou aquela festa popular que fazia pulsar um bairro dos mais comuns. E tem jeito mais fácil de ser apresentado ao autêntico dos lugares do que ter um amigo em cada destino?
Bem, para quem não conhece ninguém em Olinda, Bogotá ou Tóquio, já existe o Couch Surfing, ou CS, a onda que contagiou ao menos 690 mil viajantes em 231 países. A idéia é quase hippie. Os “surfistas de sofá” são pessoas capazes de rodar o planeta guiados por moradores locais, e dormindo de graça na casa de estranhos– em sofás, quarto de hóspedes, colchonetes no chão ou até barracas no quintal alheio. E abrem sua casa para receber outros viajantes do mesmo jeito.
O CS é uma comunidade on-line como qualquer outra. No site www.couchsurfing.com, os usuários se inscrevem para trocar experiências de viagem, dicas, oferecer tours pelas suas cidades e, especialmente, um pouso seguro em sua casa. Cada participante precisa mostrar no site um detalhado perfil, com fotos, e só é aceito depois que recebe um comunicado em casa, como forma de comprovar o endereço declarado. Também fica atrelado a cada um o histórico de suas experiências no CS, como anfitrião ou hóspede, escrito por outros membros – mais ou menos como um currículo.
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