A Sorria* é uma revista social da Editora MOL.
O preço de R$ 2,50 que você paga por ela, descontados os impostos, é 100% doado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
Segunda, 7 de setembro, comemoramos a independência do Brasil e esticamos a folga do final de semana. É quando sobra um tempo para aquelas coisas que nunca conseguimos fazer. É dia de rever amigos, brincar com as crianças, dar asas à imaginação e ainda aproveitar um descanso merecido. Nesta semana você confere sugestões para este feriadão. Que tal começar dormindo mais um pouquinho?
Ai, que preguiça
texto: Francisco Spagnolo
Só mais cinco minutos. Se pudesse dormir só mais cinco minutos, esse cansaço passava. O problema é que nunca são só cinco minutos. A cama é o altar da preguiça, e aconchegados nela tudo parece mais distante, menos urgente. Mas é preciso arrumar forças, o dia já começou. É então, nessa passagem entre o estático e o disparo, que nasce o espreguiçar. Chega lento e instintivo, empurrando tendões, engrenando músculos, esticando o corpo. Às vezes, nem é caso de sono – basta ficar muito tempo na mesma posição que braços, pernas e coluna, muito entediados, começam a ensaiar contraturas e relaxamentos. O alongamento involuntário melhora a circulação, acorda os membros e restaura o movimento. Tão gostoso e útil que é praticado por quase todos os bichos, com benefícios que vão da prevenção de dores e torcicolos ao combate à celulite. E contagia: por motivos ainda misteriosos, assim como em um bocejo, ver alguém se espreguiçando inspira a súbita vontade de se esticar também. Da rápida ginástica, despertamos com mais energia e boa vontade para dar os próximos passos. Muito melhor do que o efeito daqueles cinco minutos.
“Meus filhos me ensinaram a amar sem possuir. Quando pequenos, me sentia dona deles. Cresceram. E aprendi que não posso viver suas vidas, decidir por eles, nem mesmo mantê-los perto de mim. Resisti à lição. Mas, enfim entendi que esse é o maior dos amores: quando nos doamos sem esperar nada em troca, quando os momentos juntos valem por todas as ausências. E, sobretudo, quando olho para eles e me orgulho do que fazem por si mesmos e pelos outros.”
Andréia Martinhago, 47 anos, São Paulo, SP
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
Chame os amigos em volta da mesa e deixe que belisquem à vontade. O amendoim torrado, seja acompanhado de sal, açúcar, chocolate ou o que você inventar, logo se torna o favorito da turma
Ingredientes
• 500 g de amendoim torrado e descascado
• 2 colheres (sopa) de manteiga derretida
• 2 colheres (sopa) de mel
• 1 pitada de sal
• 1 pitada de açúcar
Modo de preparo
Em uma tigela, misture a manteiga e o mel. Junte o amendoim. Mexa até que todos os grãos estejam cobertos. Espalhe-os em uma forma, salpique com sal e torre-os por cerca de 20 minutos em forno baixo (100 ºC). Abra o forno e revolva os amendoins de vez em quando. Verifique o sal e, se quiser destacar o gosto do mel, salpique também com açúcar. Deixe esfriar e guarde em um pote bem fechado. Veja abaixo outras variações do tema, para preparar com a mesma quantidade de amendoim e da mesma maneira: primeiro, misturando os temperos com as sementes, depois torrando em forno baixo, revolvendo sempre para não grudar.
• Amendoim agridoce:
2 colheres (sopa) de mel + 2 colheres (sopa) de manteiga derretida + 1 colher (chá) de mostarda em pó + 1 pitada de sal + 1 pitada de açúcar • Amendoim oriental: 2 colheres (sopa) de mel + 2 colheres (sopa) de manteiga derretida + 1 colher (chá) de curry + 1 pitada de sal + 1 pitada de açúcar
• Amendoim picante: 4 colheres (sopa) de manteiga derretida + 1 colher (chá) de páprica picante + 1 pitada de sal • Amendoim de chocolate: 4 colheres (sopa) de leite condensado + 4 colheres (sopa) de achocolatado em pó
Fazer o bem pra alguém ou pro mundo pode ser simples, fácil e indolor. O porém é que a gente sempre tem metas e projetos pessoais a cumprir e às vezes esquece. Não faz por mal, só não se dá conta.
Pra não cair nessa, o projeto We Are What We Do tem várias ideias bem legais de açõezinhas que vão ajudar a gerar uma mudançona. Pra ter certeza disso, eles contabilizam as coisas legais que são feitas, mostrando que dá, sim, pra construir algo melhor. Desde 2004, a conta já chegou a 4 milhões. Dá para se cadastrar e fazer a contabilidade das boas ações ou só assistir a um vídeo e se inspirar nas atitudes sugeridas. Vale fazer alguém sorrir, plantar algo comestível, perguntar o porquê das coisas e até reciclar seus bichinhos de pelúcia.
We Are the World.Música de Michael Jackson e Lionel Richie. Com mais de 4 milhões de cópias vendidas, o single We Are the World arrebatou o mundo em 1985 com sua mensagem solidária (“uma mudança só virá quando nos levantarmos juntos como um só”) e o refrão chiclete. O clipe uniu o talento de Michael Jackson ao carisma de medalhões como Cindy Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. Arrecadou 50 milhões de dólares para combater a fome na África e inspirou projetos de música engajados como o Live Aid e o Dance4life. Assista no YouTube!
A Lição Final.Livro de Randy Pausch, Ediouro. Em 2006, aos 46 anos, casado, com três filhos e professor de ciências da computação, o americano Randy Pausch descobriu que tinha um devastador câncer de pâncreas. Restavam-lhe meses de vida. Para se despedir das aulas, e deixar uma mensagem aos filhos, Pausch deu uma palestra intitulada “A última aula – Como alcançar seus sonhos de infância”, em que revisita sua história de vida e prova como é possível alcançar as aspirações mais improváveis – como voar em gravidade zero e trabalhar na Disney – ou se divertir e aprender nessa busca. A aula (que, apesar da situação, é divertida e otimista) virou hit no www.youtube.com, depois um comovente livro.
Milk - A Voz da Igualdade. Filme de Gus Van Sant, EUA, 2008. “O filme – que deu o Oscar de melhor ator a SeanPenn – conta a história de Harvey Milk, homossexual de meia-idade, tímido, que um dia se apaixona, resolve sair do armário e se descobre um ativista. Foi um dos primeiros gays assumidos a se eleger a um cargo público nos EUA, nos anos 70. Com seu carisma, mobilizou a comunidade GLBT de São Francisco a sair às ruas em defesa de seus direitos. Mostra que nunca é tarde para agir: Milk foi militante aos 43 anos e eleito aos 48. Dica de André Rodrigues, designer da Sorria*.
Sabe aquele computador velho que não compensa pagar o conserto? Pois ele pode ter um destino melhor do que ficar jogado em alguma canto de casa: a Metareciclagem. O projeto desmonta computadores, arruma o que tem conserto e manda o resto para reciclagem. As máquinas são remontadas e doadas para instituições e pontos de cultura. Mas o grupo vai além: explica eletrônica e computação em comunidades com o objetivo de fazer as pessoas se apropriarem da tecnologia e perderem o medo da informática. Tudo para espalhar o conhecimento.
Para participar, basta entrar em contato com o grupo de Metareciclagem mais próximo ou se cadastrar na lista de discussão do projeto. É possível ajudar como doador ou reparar computadores como técnico voluntário.
Um supermercado do interior da Bahia prova que as empresas não precisam esperar pela pressão dos clientes para adotar a responsabilidade social. Mesmo pequenas, elas podem tomar a iniciativa – e começar um movimento para transformar sua comunidade
texto: Simone Cunha foto: Daniela Toviansky
Um pequena rede de supermercados da cidade de Jequié, na entrada da caatinga baiana, que se desenvolve um dos melhores projetos de responsabilidade social do varejo brasileiro. O reconhecimento veio da Fundação Getulio Vargas (FGV), que em outubro de 2008 concedeu o prêmio Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, na categoria Média Empresa, a um filho da terra, os supermercados Cardoso. A grande figura por trás desse feito é Márcio Cardoso, diretor comercial da rede, uma empresa familiar com três lojas e 500 funcionários.
O projeto premiado acena com recompensas palpáveis para estimular os clientes a reciclar o lixo. Quem compra no Cardoso ganha um cupom para participar do sorteio de um vale-compras. Mas o prêmio só tem validade se o sorteado for um doador da cooperativa de catadores local. No segundo ano da campanha, iniciada em 2005, a mobilização de mais de 4 mil clientes quase triplicou a produtividade da cooperativa. E esse é só um dos projetos implantados por Márcio: a rede Cardoso também estimula o comércio de produtos locais e a doação de sangue.
Quem acha que Márcio lançou essas campanhas por pressão da população ou da concorrência se engana. Ele acredita que as empresas podem aprimorar a sociedade. E não se trata de altruísmo: agindo assim, as companhias também se beneficiam, tanto pela criação de uma boa imagem quanto pela melhoria da comunidade em que estão inseridas. Na entrevista a seguir, Márcio conta como percebeu isso.
Está a fim de fazer uma boa acão, mas não tem dinheiro ou tempo? Para aliviar sua consciência e melhorar a vida de muita gente, separamos três sites onde sua doação é feita em apenas um clique e sem gastar um centavo.
Nossa primera dica é o Clickarvore, projeto de reflorestamento criado pela parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Editora Abril e o Instituto Ambiental Vidágua. O visitante entra no site, se cadastra e pode doar uma muda por dia, que será paga por um dos patrocinadores. Quem quiser colaborar de outro modo, também pode plantar árvores como voluntário ou doar terreno e dinheiro.
Outra forma de ajudar com um toque no mouse é o Clickajuda, onde é possível escolher com qual causa você quer colaborar. São sete instituicões, entre elas a Fundação Dorina Nowill e a AACD. Cada clique vale R$ 0,50. O dinheiro é dado por empresas que apoiam a página.
Se você fala inglês, quer ajudar a ONU e ainda testar seus conhecimentos em línguas, artes, geografia e química, a gente recomenda o FreeRice.com. O site é um jogo de perguntas onde cada resposta certa vale 10 grãos de arroz. As doações são feitas por patrocinadores para o Programa Mundial de Alimentos da ONU, que distribui o arroz em áreas carentes. O site foi criado em outubro de 2007 e já doou mais de 67 bilhões de grãos.
Fotografar a capa da Sorria* é sempre trabalhoso. Criar o conceito, selecionar o modelo, definir a cor do fundo, pintar o painel, agendar o estúdio, reunir toda a equipe, planejar a luz, aplicar a maquiagem, montar o figurino, fazer inúmeros cliques e selecionar o melhor – fora todos os imprevistos. Para produzir a imagem da primeira página da edição 9, que está nas lojas, tínhamos um desafio a mais: tentar controlar a fúria infantil dos lindos filhotes de beagle que estampam a foto. No estúdio havia três deles, todos da mesma ninhada. Na foto, apareceriam só dois. Enquanto uma dupla era clicada, o terceiro brincava no pátio, para desestressar. Quando a modelo Natalia Contreras não conseguia mais manter as duas bolinhas de pelo sob controle em seus braços, o mais agitado era liberado, e o reserva tomava seu lugar. No fim da sessão, após horas de trabalho, eles continuavam cheios de energia. E não faltou quem quisesse levar um deles para casa…
Na foto baixo, a equipe que produziu a foto. Sentada no chão, a fotógrafa Daniela Toviansky. Atrás dela, a produtora Juliana Coelho. Ao lado, de branco, a diretora de arte Claudia Inoue. Segurando o cãozinho, com lenço no pescoço, a produtora Laura Sobenes. Atrás delas, da esquerda para a direita, a assistente de produção de moda Naida Higuti, a modelo Natalia Contreras e a produtora de moda Juliana Rebecchi. No centro da imagem, com um dos cachorrinhos nos braços, a diretora editorial Roberta Faria. Lá atrás, os meninos, da esquerda para a direita: o maquiador Rafael Guapiano (agência Glloss), o assistente de beleza Patrick Rodrigues, o assistente de fotografia Rodrigo Machado, o editor Dilson Branco e o editor de arte André Rodrigues.
Se sobra tanta comida aqui, porque falta tanta lá? Para começar a zerar os números da fome, essa economista passou a investir contra o desperdício
texto: Amanda Rahra e Simone Cunha
O primeiro dado é forte: falta comida na mesa de 39,5 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante dele, o segundo até grita: de cada dez caixas de alimento que saem de nossas lavouras, mais de seis são desperdiçadas. O problema é grande mesmo, do tamanho de 70 mil toneladas de comida jogadas fora, por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Não parece urgente pegar o que sobra e levar para onde falta? Fazer positivo e negativo se anular? Foi essa a equação que a economista Luciana Quintão, 46 anos, tratou de resolver. Era 1997 e a empresária começava a desenhar os contornos da ONG que batizou de Banco de Alimentos.
A idéia era recolher comida em hortifrútis e indústrias e redistribuir a quem tem fome. No primeiro ano, 1999, menos de 100 toneladas foram arrecadadas. Hoje são quase 350 mil toneladas por ano, que já complementam a alimentação de 22 mil pessoas. Sorria* foi até Luciana para entender como ela opera esse investimento no fim da fome. E como replicar a idéia por aí.