9 de setembro de 2009
Ver soluções onde há problemas. Enxergar um horizonte mais distante e colorido – e fazer o caminho para chegar lá. Isso é empreendedorismo
texto: Marcelo Rafael
Era uma vez um dono de uma fábrica de sapatos. Certo dia, o homem resolveu expandir seus negócios. Mandou dois funcionários para um país distanteavaliar se por lá o negócio renderia. Dias depois, um deles voltou. Arrasado. “Pode esquecer, chefe”, foi falando. “Não vamos vender nada. Ninguém usa sapatos nesse país!” Dali a pouco, o outro colega ligou. Eufórico. “Chefe! Pode dobrar a produção”, disse, ainda esbaforido. “Vamos vender tudo. Ninguém usa sapatos neste país!”
Contada em palestras motivacionais, a história é a versão empresarial da velha metáfora do copo com água pela metade – se está meio cheio ou meio vazio, depende de quem vê. No trabalho, enxergar oportunidades onde só parece ter problemas (ou, simplesmente, onde não há nada) é o que se chama de visão empreendedora. Não se trata apenas de abrir um negócio. Qualquer que seja a profissão, seja o funcionário, seja o dono, todo mundo pode cultivar a vista para as soluções.
“O empreendedorismo é um comportamento que pode ser ensinado”, garante Emerson Vieira, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de São Paulo. Há um tanto de conhecimento teórico, que envolve métodos para avaliar situações, transformar idéias em planos realistas e colocá-los em prática. Outras questões envolvem o jeito de agir e pensar. Ser empreendedor é tomar iniciativa, inovar na maneira de resolver as coisas, ter persistência e coragem para arriscar. “Adquirir esse conhecimento ensina mais do que abrir uma empresa. As pessoas aprendem a ser protagonistas de sua vida”, diz Emerson.
Leia mais »
8 de setembro de 2009
texto: Dilson Branco
Quando você era pequeno, conhecia uma maneira fácil, prazerosa e eficiente de se expressar. Bastava deixar o lápis deslizar pelo papel. Por vários anos, você foi um artista admirado, até que decidiu abandonar a carreira. Foi quando lhe ensinaram que sete letras representavam um castelo de maneira muito mais prática do que cinco ou seis retas. Pronto para emergir na realidade, você tachou suas obras-primas de tortas e imprecisas e, conforme o tempo livre ficou escasso, simplesmente deixou de desenhar. É o que acontece com quase todos nós. Mas basta recomeçar para se lembrar das delícias que essa atividade tão instintiva proporciona. De um lado, desenhar pede observação e paciência, que acabam por treinar o olhar e a coordenação. De outro, não é preciso ser perfeito nem exato: apenas solte a imaginação. Ao desenhar, deixamos o hemisfério direito de nosso cérebro – responsável pelas emoções e pelo lado mais divertido da vida – tomar conta. Juntando isso, a arte acaba por melhorar nossa compreensão dos outros e de nós mesmos. Continua sendo fácil, prazeroso e eficiente.
8 de setembro de 2009
Vamos falar sobre criatividade, mas, como a semana está mais curta, esticamos o tema até a próxima. Assim, temos mais tempo para deixar as ideias rolarem soltas. Você vai conhecer histórias inspiradoras e dicas para mudar sua casa, seu trabalho, seu jeito de ver o mundo…
A graça do novo
A criatividade não é um dom do seu colega ousado ou do publicitário por trás do anúncio hilário. É parte de mim e de você. Desenferruje essa habilidade e tenha sua grande idéia de hoje. Você corre o risco de achar graça (no trabalho, na vida) onde antes não via nada de mais
texto: Dilson Branco
O empresário Constantino Kostakis Jr. descansava com a família na cidade serrana de Campos do Jordão, em São Paulo, quando teve a idéia. Na embalagem da pizza que pedira havia um vale-brinde, daqueles de recortar. Ele ficou pensando em como era pouco prático ter de pegar uma tesoura, cravá-la no papelão e contornar o vale para retirá-lo. Não seria mais fácil se ele fosse destacável? Logo ao lado, seu filho brincava com um dinossauro de montar, feito de peças de papel. Bingo! Por que não embutir nas embalagens de piz-za peças destacáveis que servissem para montar brinquedos? Constantino levou a idéia adiante e hoje a Pack Pizza, como ele a batizou, é o carro-chefe de sua empresa de embalagens. “Considero-me criativo. Tudo o que eu olho sei que posso melhorar”, conta. “Criar me dá muita satisfação.” Constantino é uma pessoa como você ou eu. E exemplo de que a criatividade pode apimentar o trabalho e a vida. Quem pensava que isso era coisa só de artistas pode repensar. “A criatividade é necessária até em tarefas básicas, como escolher a melhor forma de pagar nossas dívidas”, afirma a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Para Charles Watson, palestrante de um concorrido curso sobre o processo criativo, “criatividade é a maneira como você define sua relação com a vida”, diz. “Você pode escolher viver num estado de semi-sonolência ou pode realmente procurar fazer coisas significativas com ela”. Bateu aquela coceira?
Leia a continuação >>
5 de setembro de 2009
Coma ainda morna. Assim, a textura se assemelha à do brigadeiro de colher

Ingredientes
• 12 bananas nanicas
• 1 copo de água
• 1 copo de açúcar refinado
• 1 copo de açúcar cristal
• 1 colher de sopa de canela em pó
Modo de preparo
Descasque as bananas e pique-as em rodelas. Coloque-as em uma panela de fundo grosso, junte a água e leve ao fogo médio. Quando a água começar a secar, acrescente o açúcar refinado e a canela e reduza o fogo. Mexa sem parar. A mistura vai ganhando aos poucos um tom dourado- escuro. Quando começar a desgrudar do fundo da panela, desligue o fogo. Unte com manteiga uma superfície de mármore e despeje o doce. Quando estiver morno, corte em quadradinhos e molde-os no formato que desejar. Por último, empane as bananinhas no açúcar cristal.
Receita da doceira Conceição Lopes Lenharo, publicada na Sorria* 6 com texto de Marcela Dias, foto de Daniela Toviansky e a produção culinária ficou por conta de Lucy Silva
4 de setembro de 2009
Na terça, 25 de agosto, a revista Sorria* ganhou o Prêmio ANATEC de Lançamento do Ano em mídia impressa e digital. Oferecido pela Associação Nacional de Editores de Publicações, o prêmio reconhece a performance de Sorria como veículo de mídia.
Já conhecida pelo seu desempenho como ação social, agora a revista tem um dez com louvor também pela sua qualidade editorial.É um bom jeito de comemorar mais de 1 milhão de exemplares vendidos e R$ 2,2 milhões doados para combater o câncer infanto-juvenil.
Estamos orgulhos. Junte-se a nós para tornar a Sorria* ainda maior.
4 de setembro de 2009

LeTroca. Jogo em www.fulano.com.br. Você conhece muitas palavras? Use a cabeça e teste seu vocabulário neste jogo. O objetivo é descobrir as palavras da rodada usando o conjunto de letras que aparecem na tela. Lembra passatempos das revistinhas de palavras-cruzadas e pode espantar o tédio de um final de semana chuvoso. Clique aqui para jogar!
ReadyMade. Site em www.readymade.com. Como transformar velhas caixas de som num moderno porta-CDs? E cozinhar pratos sofisticados com as sobras de ingredientes de sua despensa? Que tal fabricar uma bolsa estilosa com sacolas de supermercado? Essas são algumas das dicas preciosas que a versão on-line da revista norte-americana ReadyMade ensina. O site é inglês, mas as ilustrações e as fotos lindas bastam.
Come-Come – Pais e Filhos na Cozinha. Livro de João Alegria, editora Jorge Zahar. Crianças com frescura para comer, mães em desespero? Esse livro propõe uma gostosa solução: pais e filhos curtindo aventuras culinárias juntos. Com receitas como pão de queijo mineirinho e atividades lúdicas como fazer um chapéu de mestre-cuca, dá para juntar toda a família em volta do fogão e deixar a meninada íntima até dos legumes mais invocados.
3 de setembro de 2009
Tem de arte, de ciência, de história, de brinquedo, até de pão. Tudo o que é fascinante neste planeta pode estar nos corredores – ou no jardim – de um museu. Só falta você
texto: Bruno Moreschi
O que uma moeda de prata do século V a.C., um jogo de pega-varetas, um quadro de Picasso e uma esfera que arrepia os cabelos de quem a toca têm em comum? Estão expostos em algum dos 2,5 mil museus do Brasil. São tão diferentes quanto toda a variedade de coisas que existem no mundo. São iguais na capacidade de nos encantar, surpreender, divertir ou até deixar uma pulga atrás da orelha. Museu é para a gente ir e se admirar. Precisa complicar?
Muita gente tem preguiça. Ou faz cara feia. Acha que ir a uma exposição é diversão elitista e empoeirada. Mas há quem não tenha preguiça, não ache nada, e, curioso, simplesmente vá a uma e goste muito. Como o estudante Lucas Colares, de 19 anos. Ele “experimentou” uma instalação da Bienal de Arte de São Paulo: caminhou por uma estreita ponte de madeira que saía da janela do prédio, passava entre as árvores do parque do Ibirapuera e voltava ao solo firme do museu. Sentiu-se tão bem que virou fã das surpresas da arte contemporânea.
Algo assim pode ter acontecido às crianças inglesas que tiveram o Tate Modern, em Londres, só para si por um dia. Em fevereiro, o museu abriu a elas seu acervo de instalações. No que deu? A infalível pontualidade britânica foi aos ares e eles fecharam as portas duas horas mais tarde que o normal – quem disse que a molecada saía de lá de dentro?
Leia mais »
2 de setembro de 2009
texto da Redação ilustração Vanessa Reyes/Estúdio MOL
Cotrolar o vôo de um frágil pedaço de papel é uma brincadeira que fascina a humanidade há milênios. Acredita-se que a pipa tenha sido criada por povos orientais na Antiguidade, por motivos místicos e religiosos, como trazer a boa fortuna. Séculos depois, ela inspirou cientistas e inventores: Benjamin Franklin fez experiências com papagaios antes de criar o pára-raios, e Santos Dumont os teria observado para construir o primeiro avião, o 14 Bis. Mas motivações sérias como essas são exceção: apesar de ter perdido espaço nos céus da cidade, a pipa continua divertida como sempre para crianças mundo afora. Aprenda a fazer uma e relembre como era bom ser levado pelo vento.
Você precisa de:
# papel de seda
# tesoura
# duas varetas de bambu de 40 cm
# cola
# linha para pipa

Como fazer
1. No papel de seda, recorte um quadrado de 40 centímetros de lado. Cole uma das varetas em uma das diagonais.
2. Envergue a segunda vareta. Amarre um pedaço de linha ligando as duas pontas para que ela permaneça curvada. Cole-a na outra diagonal do papel.
3. Faça dois pequenos furos no ponto onde as duas varetas se encontram, um de cada lado. Passe a linha pelos buracos e dê um nó, sem cortá-la. O fio deve ficar para o lado da pipa onde não há varetas.
4. Meça cerca de 55 cm de linha, a partir do nó, amarre na ponta de baixo da vareta reta e corte a sobra. Então, a partir do nó, meça cerca de 15 cm de fio, e nesse ponto amarre a linha para puxar a pipa. Para fazer a rabiola, recorte tiras de papel, amarre-as numa linha e prenda-a na ponta de baixo da vareta reta.
Leia mais »
2 de setembro de 2009
texto: Dilson Branco
Balde e vassoura nas mãos: é hora de ter uma experiência espiritual. Faxina é mais do que serviço braçal. Lembre-se da última vez em que você lavou uma pilha de louça. Aquele dia em que estava sozinho e à toa, ligou o som e foi enfrentar o desafio inadiável acumulado sobre a pia. Em que você pensou durante aquele tempo todo? Há quem medite nessa hora, concentrando-se nos detalhes de cada objeto, vivendo o agora e nada mais. Há quem se perca nas idéias – dizem que a escritora Agatha Christie bolava suas tramas entre um prato ensaboado e outro. Ao não ficar nos odiando por ter de esfregar as panelas, garantimos à cuca um raro momento de leveza. Sem falar no prazer de ver as coisas ficando limpas, cheirosas, organizadas – e parece que, se a casa está arrumada, os pensamentos se ordenam melhor também. Percorrendo cômodos adentro com o arsenal da limpeza, nos damos conta de que fazer faxina implica repensarmos o lugar onde moramos. Será hora de mudar um móvel de lugar, pendurar um quadro novo, trocar o tapete? Ir fundo na arrumação demanda ainda decidir que memórias e tralhas continuaremos guardando, quais iremos doar, o que vai para o lixo. E isso – escolher, afinal, o que ainda tem importância e abrir espaço ao novo – exige reflexão sobre quem fomos, quem somos, quem queremos ser. Um exercício e tanto para os braços, para a mente, para a vida.
1 de setembro de 2009
Anda sonhando com uma bela noite de sono? Sonhar acordado não basta: é dormindo que nosso corpo realiza sua manutenção diária, garantindo saúde e disposição para um novo dia
texto: Dilson Branco
Pelo menos uma vez por dia ele se impõe, inevitável. As pálpebras pesam, os músculos querem se livrar da obrigação de sustentar o esqueleto, a mente já não se concentra com facilidade… o sono chegou. A força com que nos abate deixa claro que é uma necessidade tão essencial para o organismo quanto comer. Mesmo assim, não hesitamos em sacrificá-lo sempre que precisamos de mais algumas horas para aproveitar o dia. Se por um lado essa estratégia nos garante benefícios imediatos, como entregar um trabalho a tempo ou assistir a um bom filme da madrugada, por outro pode trazer sérios prejuízos à saúde.
“Até mesmo uma perda mínima de sono é capaz de prejudicar profundamente o ânimo, a produtividade, a capacidade de comunicação e a saúde em geral, afetando o aparelho gastrointestinal, o funcionamento cardiovascular e o sistema imunológico”, afirma no livro O Poder do Sono o especialista James Maas, professor de psicologia da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. No fim do século XIX, esse alerta não preocuparia muita gente. Naquela época, segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, dormia-se dez horas por noite. Hoje, a média caiu para sete.
O que tem roubado nossas horas de cama? Trabalho, trânsito e lazer, nessa ordem, segundo outro estudo americano. O ritmo intenso das cidades, com os serviços 24 horas, a poluição sonora e a ansiedade típica de nossos tempos, também tem comprometido a qualidade do sono. O resultado não podia ser outro: 44% dos brasileiros dizem dormir mal, segundo pesquisa realizada na I Semana Brasileira de Sono, em 2004.
Leia mais »
© 1996-2009 Editora Mol. Todos os direitos reservados