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Tevê a cabo

17 de setembro de 2009


texto: Simone Cunha
montagem: Marília Filgueiras
fotos: Laura Sobenes
desenhos: Gabriela Ropelato

Se tem uma coisa que praticamente todo mundo possui em casa é TV. Sua relação com ela pode ser prática, como as notícias diárias. Casual, como as comédias românticas da sexta à noite. Ou viciante de roer as unhas, como as boas novelas. Mas e se na TV da sala passasse a sua vida? E se a minissérie fosse obra sua?

Não estamos falando da interatividade da TV digital. Nem de dominar a engenharia dos aparelhos. Se você acha que o que im¬porta na TV são as histórias, basta. Pegue caixa de papelão, cabo de vassoura, lápis de cor e faça sua programação. Que tal ilustrar aquele causo hilário de família que você detalha a todos os ami¬gos? Ou pintar a fábula que você ainda não contou aos pequenos porque nunca gostou do final – mude-o, oras, o artista é você.

Chame as crianças para a platéia. Coloque a caixa à sua fren¬te, encaixe seu “rolo de filme” e capriche na emoção da voz de narrador. Sua obra não é censura livre? Então, convoque os amigos e, para dobrar os mais intelectuais, diga a eles que você descobriu uma nova TV a cabo. Ninguém vai mais te dizer que TV emburrece.

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Categoria Brincar!, Da redação, Dicas

Nas nuvens

16 de setembro de 2009

<Divulgação

texto: Daniela Almeida

A vontade é a de que as figuras não desapareçam. A mente flutua até as alturas, viajando por amontoados de algodão-doce. Cavalos. Um homem de chapéu. Flores. Navios em pleno céu. Quem nunca passou a tarde apenas olhando para cima e brincando de dar forma às nuvens? Nesse jogo de adivinha, basta deixar solta a imaginação. O que é dinossauro para um pode ser jacaré para outro. Num instante, o vento faz do pássaro um avião. A mulher de perfil… Uma simples nuvem. Tudo depende da generosidade (e da poesia) de quem vê: aquela ali pode ser uma mera cumulus nimbus trazendo chuva, ou um menino pulando num pé só, o que escolher. A previsão é de céu limpo? Dá-se um jeito. Foi o que fez Vik Muniz, artista plástico brasileiro radicado em Nova York. Com um avião de pulverização agrícola, desenhou no céu azul nuvens feitas de fumaça. A obra de arte pública ficou registrada na série Pictures of Clouds. Mas se você prefere viajar em terra firme basta olhar para cima. Resgatar a deliciosa brincadeira de criança, esperando sem pressa elas passarem. Deixar leve o pensamento. E voar.

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Categoria Descobrir, Making of

Reinvente sua casa…

15 de setembro de 2009

…e o mundo. Basta olhar para roupas velhas ou para embalagens vazias com segundas intenções. Quase tudo pode virar um objeto de decoração lindo – e único. E, se não pode, doe


texto: Nina Weingrill

Decorar a casa com estilo todo mundo quer. Uma luminária bacana, um banco diferentão, caixas que organizam a bagunça e ainda são lindas… Só que a gente vive reclamando que tudo isso custa caro. De bobeira. Porque a solução pode ser divertida, barata e ecológica. Basta aprender a dar um novo uso aos objetos que iriam para o lixo, que aproveitamos mal ou de que não gostamos (mais). E o projeto é fadado ao sucesso: a casa fica autêntica, do seu jeito.

Pati Fernandes, arquiteta, nunca precisou de pretexto. “Meu problema era ver uma caçamba de lixo cheia de objetos bons jogados fora”, conta. “Ia lá, pegava e transformava.” Pati já catou no lixo de vitrais coloridos a plantas. “Uma vez peguei um carretel, desses que empresas telefônicas usam para enrolar fios, e o transformei em mesa. Fantasia de Carnaval vira enfeite de parede, e por aí vai”, diz. A mania cresceu, e hoje seus maiores bens estão em um depósito em seu ateliê: tacos de madeira achados em caçambas na rua. Pati faz móveis com essas peças para a HocDie Design, seu laboratório de idéias dividido com um sócio. “Antes as pessoas achavam estranho ao me ver cutucando o lixão. Agora, os pedreiros já
me ligam para avisar que vai sobrar taco”, conta.

A reciclagem de lixo, que finalmente começa a ser o assunto do momento, é um movimento que vem de duas décadas. E junto com ele vem a ideia do reúso, um processo anterior. Jogar no lixo pra que, se aquilo pode virar um objeto incrível? E ainda pode ser doado ou trocado com quem precisa! Feirinhas de produtos usados, brechós, bazares de troca, tudo isso faz parte do mesmo balaio do consumo consciente – e antenado. “É obrigação de todo mundo pensar no que é possível fazer para mudar o que está errado, principalmente em relação à produção de lixo”, diz Deborah Avelino, especialista em design sustentável

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Categoria Da redação

Coragem e limites

14 de setembro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/07/coragem-e-limites/

“Aprendi que ser feliz não é uma constante. As tristezas da vida aparecem mesmo, fazer o quê? É preciso coragem pra mudar o que pode ser mudado, muita paciência pra aceitar o que não pode, e continuar tocando o barco, numa boa.”

Sofia Benini, 22 anos, São Paulo, SP

Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.

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Categoria O que aprendi

Tinha um pedra

13 de setembro de 2009

texto: Claudia Inoue

Bastava colocar os pés na praia para a caça ao tesouro começar. Dispensando mapas e baús de piratas, eu e meu irmão gastávamos as férias em busca de outras joias: aquelas que, trazidas pelas ondas e encalhadas na areia, apenas aguardavam ser descobertas por quem soubesse enxergar. Eram algas, conchas, tocos de madeira, cascas de tatuí, velhas estrelas-do-mar. A mais diferente seria a mais preciosa: o esqueleto de uma folha que ficou muito tempo na água, um pedaço de coral vermelho como um morango. A coleção subia a serra com a gente e perdia-se entre os brinquedos de plástico. Reencontrar itens dela, às vezes anos depois, fazia com que eu sentisse de novo a maresia, o gelado úmido da areia entre os dedos, o cheiro de verão. Memórias assim me ensinaram que às vezes lembranças ficam mais bem guardadas em sementes e pedras do que em diários. Por isso, já crescida na cidade, continuei a caminhar com os olhos no chão, vasculhando joias à minha espera em ruas e jardins. São pedras redondas que viram presentes, folhas de mil formas que contam as estações, florzinhas que marcam encontros, cascas de árvores caídas pelo bairro. Observo os detalhes, sinto a textura e o cheiro, conto as cores, combino osachados uns com os outros. Depois encontro esconderijos para eles, em caixinhas e páginas de livro. Afinal, não é uma coleção comum. É a minha história. É o meu tesouro.

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Categoria Descobrir

Torta de paçoca e chocolate

12 de setembro de 2009

Ela vai dar um quê de requinte à sua festa junina. Enquanto a massa abusa do amendoim, o recheio traz a elegância da avelã e do conhaque, suavizados pelo chocolate e pelo mel

ingredientes da massa
• 32 paçocas de rolha (2 pacotes de 350 g)
• 3 colheres (sopa) de leite

Modo de preparo
Amasse as paçocas (reserve duas para o recheio) e adicione o leite. Com essa mistura, forre o fundo e as laterais de uma forma de aro removível de 20 cm de diâmetro. Leve por cinco minutos ao forno médio preaquecido (180 °C). Reserve.

Ingredientes do recheio

- 150 g de chocolate ao leite
- 150 g de chocolate meio amargo
- 1 xícara (chá) de creme de leite
- 1 colher (sopa) de Karo ou mel
- 1 pote de creme de avelãs tipo Nutella
- 1 colher (sopa) de conhaque
- 1 colher (sopa) de gelatina incolor
- 3 colheres (sopa) de água
- 2 paçocas de rolha esfareladas
(aquelas já reservadas)

Modo de preparo
Coloque os chocolates picados e o creme de leite em um refratário e leve ao banhomaria. Depois de derretidos e misturados, adicione o creme de avelãs e mexa bem. Acrescente o Karo ou mel, o conhaque e as paçocas esfareladas e misture. Hidrate a gelatina em três colheres de sopa de água por alguns minutos e leve ao fogo, em banho-maria, para dissolver. Adicione aos poucos a gelatina à mistura de chocolate. Coloque o recheio sobre a base da torta e leve à geladeira até que esteja firme. Decore com paçocas esfareladas ou amendoim. Retire da geladeira só na hora de servir.


Receita publicada originalmente na Sorria* 8, com texto de Nina Weingrill, produção de culinária e objetos por Beth Freidenson. Clausa Bonfim foi assistente de culinária e Claudia Maykot cuidou da assistência de produção

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Categoria Dicas

Para inspirar

11 de setembro de 2009

Imagens:divulgação/reprodução

Desenhando com o Lado Direito do Cérebro. Livro de Betty Edwards, Ediouro. Lançado nos anos 70 e editado em diversos idiomas, este livro já levou mais de 2 milhões de pessoas a acreditar que são, sim, capazes de fazer belos desenhos. Os exercícios práticos estimulam o lado direito do cérebro – responsável pelas emoções, pela intuição e pela criatividade. Para resgatar o prazer da infância.

Minha Casa, Sua Casa. Reality show exibido pelo canal People+Arts, EUA, 2005. Só um maluco deixaria o vizinho redecorar sua casa. Ou não? Essa é a proposta da série de tevê produzida pela BBC inglesa. Dois casais de vizinhos trocam de lar por 48 horas e têm orçamento apertado para revolucionar um cômodo da morada alheia – pintar paredes, mudar cortinas e estofados, produzir móveis –, como der na telha. Um carpinteiro e um decorador ajudam. É melhor não ter tinta nem serrote à vista enquanto assiste. Ou…

Peixe Grande. Livro de Daniel Wallace, Rocco, e filme de Tim Burton, EUA, 2003. Um amigo gigante, uma bruxa, uma mulher de duas cabeças, o tempo que pára, missões militares de alto risco… Tudo na vida de Ed Bloom foi fora do comum. E todos adoram ouvir suas histórias fantásticas. Menos seu filho, Will, que não acredita nelas – e gostaria de saber a verdade por trás das viagens do pai. Separados há anos, eles se reencontram quando o pai adoece. Para se entenderem, precisam descobrir que a realidade mais banal pode ser mágica, dependendo de como se olha.

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Categoria Da redação

Robô x Monstro

10 de setembro de 2009

texto: Dilson Branco
foto: Rodrigo Braga
produção: Murilo Casagrande, Pedro Piccinini e redação de Sorria*

Eles são figuras clássicas das histórias de ficção científica. De um lado, o ser mais abominável, verde e escamoso que a natureza poderia ter criado: o monstro. De outro, a mais incrível invenção tecnológica humana, com todos os seus lasers, botões e luzinhas: o robô. Trata-se de entidades tão poderosas que, conforme são exibidas à exaustão nos antigos seriados japoneses, seu embate pode resultar na destruição de cidades inteiras. Desconsiderando o perigo de invocar tais criaturas, a redação da Sorria* passou as últimas semanas bolando um jeito de promover seu estrondoso encontro. Para isso, não precisamos de mais do que caixas velhas, sucatas e outras bugigangas vasculhadas em nossos armários – além de muita imaginação e horas de corte-e-cole. Neste brinquedo, não há passo a passo: vai-se inventando pelo caminho, conforme as peças se encaixam e o personagem ganha personalidade própria. No próximo fim de semana chuvoso, junte família e amigos, escolha a fantasia que você sempre quis ter e se prepare para elevar a reciclagem de lixo a patamares extragalácticos!

Clique nas imagens para vê-las em tamanho original

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Categoria Brincar!, Da redação

Poder de voz

10 de setembro de 2009

Comunicar é muito mais do que falar: é sentir-se parte ativa do grupo no qual se vive, unir forças para melhorar a qualidade de vida no espaço comum e tornar o convívio mais harmonioso

texto: Daniela Mercier

“Pra você que está subindo, pra você que está descendo: antes que o dia amanheça, está entrando no ar… o Jornal Legal”. O som vem de uma televisão posicionada em um buraco no muro de uma casa, em Sabará, no interior de Minas Gerais. E só dali. Em nenhum outro lugar do planeta é possível sintonizar a impagável TV Muro, anunciada com orgulho por seu criador, Francisco dos Santos, de 35 anos, como a menor emissora de TV do mundo.

Em 1996, Francisco comprou a primeira filmadora e passou a gravar pequenos acontecimentos na rua. Um ano depois, colocou uma TV no muro da casa e fez exibições de seus documentários caseiros aos vizinhos. O interesse foi tão grande que ele nunca mais parou. Hoje, a TV Muro faz parte da rotina da rua. Entre as atrações há lendas do bairro, histórias dos moradores mais antigos e também cobranças de melhorias às autoridades – como o semáforo na frente da escola, reivindicação atendida da qual Francisco se orgulha. As reuniões de pauta, em que se definem os assuntos que serão abordados nos programas, são transmitidas ao vivo, com direito a palpites dos espectadores que estão na calçada. “Sem a participação da comunidade, a TV não tem graça”, diz Francisco.

O objetivo inicial dele era apenas divulgar suas produções e entreter os vizinhos. Mas, mesmo de forma improvisada, Francisco acabou atingindo algo muito maior. A TV Muro é uma demonstração prática da importância da comunicação comunitária. São canais de troca de informação – TV, rádio, jornal, blog, revista, mural e o que mais vier – construídos por e para vizinhos, sem passar pelos interesses externos de grandes empresas de mídia. “Todo grupo pode fazer uso dos meios de comunicação para ser ouvido”, afirma o coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, Ismar de Oliveira. “As tecnologias estão mais acessíveis e podem ser utilizadas para fortalecer a cultura local e formar pessoas mais atentas e interessadas no progresso coletivo”, diz.

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Categoria Da redação

Retalhos da infância

9 de setembro de 2009

Cecília Zylbersztajn, 64 anos,
Sorocaba, SP

Cecília conheceu a revista Tico-Tico aos 6 anos, pelas mãos de seu pai. Ele havia comprado o exemplar para que a menina participasse de um concurso de pintura: a melhor ganhava um jogo de tabuleiro. A tarefa era simples: colorir uma paisagem com uma casa, árvores e uma estradinha. Mas seu pai sugeriu que, em vez de pintar, ela fizesse uma bela colagem na cena, com papéis coloridos. Ela topou. E o pai apareceu com muitos e muitos chocolates com embalagens e formatos diferentes. Cecília as transformou em arte. Abriu os bombons, alisou os papéis, recortou, colou. Era a coisa mais linda que já tinha feito. Dias depois, o carteiro chegou com o jogo de tabuleiro. Cecília transbordou de alegria! E até hoje brinca com papéis, tintas e tecidos. Pequenos detalhes que deixam essa artista plástica um pouco mais criança a cada dia.

Trecho de A criança em você, reportagem publicada na Sorria* 3

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Categoria Da redação

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