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MOL na Bicicletada

23 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro - Foto:Mário Amaya

Um belo passeio, com um intuito nobre, numa noite de clima bastante agradável. Assim foi a Bicicletada do Dia Mundial sem Carro, em São Paulo, ontem à noite. A Editora MOL formou um grupo de sete funcionários, mais namorados e amigos, uniformizados com as camisetas que preparamos especialmente para a ocasião. Saímos da empresa por volta das 18h e pedalamos para a Avenida Paulista, onde nos encontramos com pelo menos mais uma centena de ciclistas.

De lá partiu a manifestação. Sob gritos como “menos carros, mais bicicletas”, rodamos por cerca de uma hora, passando por cartões postais da cidade, como o MASP, a Liberdade, a Catedral da Sé, o Pátio do Colégio e o Teatro Municipal. Para quem nunca havia feito esse trajeto de bicicleta, foi uma ótima maneira de perceber como a bike é ideal para se apreciar uma cidade: conseguimos percorrer um trajeto muito maior do que seríamos capazes de realizar a pé e observamos os detalhes urbanos com uma calma impossível para quem segue de carro.

O trajeto foi muito bem escolhido. A partir do espigão da Paulista, percorremos um longo percurso de descida, até o centro da cidade, e depois subimos suavemente pela rua Augusta, até retornarmos ao ponto de partida.

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Categoria Da redação

Dia mundial sem carro

22 de setembro de 2009

http://www.flickr.com/photos/laura_sobenes/3944870003/

Normalmente, três pessoas da equipe da Editora MOL costumam vir trabalhar de bicicleta. Nesse Dia Mundial sem Carro, o número aumentou sensivelmente. O bicicletário do prédio ficou lotado! Depois do expediente, vamos participar da Bicicletada, uma espécie de passeata sobre duas rodas que deve reunir centenas de ciclistas na Avenida Paulista. A ideia é estimular o uso da bicicleta e conscientizar os motoristas sobre a necessidade de respeitar quem adota a magrela como meio de transporte. Veja abaixo o desenho que preparamos para estampar as camisetas que vamos usar na manifestação, e aguarde o post de amanhã contando como foi.

bike


Foto: Laura Sobenes
Ilustração: Pedro Piccinini

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Categoria Da redação

Para desligar o motor

22 de setembro de 2009

Inspirados pelo Dia Mundial Sem Carro, resolvemos falar sobre transporte sustentável. Até 2 de outubro, a gente vai te mostrar diversas maneiras ecológicas de sair por aí, conhecer a cidade, se divertir… Para começar, que tal esquecer do carro?

Saia andando


Vá com os próprios pés. Ou de bicicleta, patins, metrô, carona, ônibus, balão, rolimã. Mas deixe o carro
em casa de vez em quando

texto: Nina Weingrill

Duas semanas inteiras, dia e noite, trancafiado em um espaço de menos de 4 metros quadrados, onde não dá para ficar em pé nem deitar, respirando gases tóxicos, sendo agredido, no meio de um barulho infernal, sem poder dormir nem ir ao banheiro – e ainda ameaçando a vida no planeta. Esse tipo de tortura é mais comum do que se imagina. Na verdade, é até bem provável que você esteja se submetendo a ela voluntariamente. Este é, em média, o tempo que uma pessoa que dirige diariamente passa dentro do carro a cada ano. Ao fim da vida, terão sido mais de 800 dias no trânsito. O que você faria com esse tempo se pudesse escolher?

O.k., todo mundo sabe que carros são vilões do meio ambiente e que o trânsito anda pavoroso. “Estamos à beira do colapso”, diz André Pinho, urbanista. Não é só em São Paulo, onde toda sexta-feira tem recorde de congestionamento. Capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília sofrem do mesmo mal. “A estrutura das cidades não suporta tantos carros”, afirma André. Resolver isso depende de soluções como transporte público eficiente, acesso a combustíveis mais limpos e reurbanização. Adianta reclamar se as mudanças estão tão longe de nossas mãos? Opa. Nem tanto. Se não dá para cavar um metrô ou inventar o teletransporte, uma coisa pelo menos a gente fazer: descobrir outro jeito de sair de casa.

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Categoria Da redação

Amanhã hoje

21 de setembro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/06/amanha-hoje/

“Aos 14 anos, eu só era capaz de fazer planos imediatos, como bolar estratégias mirabolantes para driblar os nãos dos meus pais. Depois aprendi a dividir o futuro em curto, médio e longo prazo. Passei a usar uma agenda para organizar o dia a dia, consultar guias para programar o fim de semana e comprar livros e revistas para planejar as férias. Aos 20, conheci alguém que me inspirou a conceber os mais ousados planos: lugares incríveis para visitar, uma casa para dividir, pelo menos dois filhos para criar. Oito anos – e milhões de ótimas descobertas – depois, o relacionamento acabou. E foi então que aprendi como o hoje e o futuro que imaginamos estão relacionados: é a partir do que fazemos no cotidiano que alcançamos aquilo que queremos construir. Do contrário, sonhamos com algo que pode nunca chegar.”

Amanda Rahra, 28 anos, São Paulo, SP.

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Categoria Da redação, O que aprendi

Pudim de leite

19 de setembro de 2009

Foto: Rodrigo Braga

O chef de cozinha Julian Gil Rivera, de origem espanhola, foi buscar esta receita nos cadernos da mãe. Ele sugere que o doce seja feito com leite fresco e gordo (e não o pasteurizado) para obter uma textura aerada

Ingredientes
• 250 g de açúcar refinado
• 4 ovos inteiros
• 4 gemas
• 500 ml de leite
• 30 ml de água

Modo de preparo
Em uma assadeira de pudim, misture a água com metade do açúcar e cozinhe em fogo baixo até ficar em ponto de caramelo. Desligue o fogo e espalhe rapidamente o caramelo por toda a assadeira, para que fique untada por igual. Reserve. Em uma vasilha, bata os ovos inteiros e as gemas com o restante do açúcar até obter um creme homogêneo. À parte, ferva o leite e junte ao creme de ovos. Leve ao forno preaquecido, em banho-maria, por 45 minutos, em fogo médio. Retire, espere esfriar e leve à geladeira.

Finalização
Para desenformar o pudim, mergulhe a assadeira até a metade de sua altura em água quente e passe uma faca sem serra nas bordas para soltar.

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Categoria Dicas

Tevê a cabo

17 de setembro de 2009


texto: Simone Cunha
montagem: Marília Filgueiras
fotos: Laura Sobenes
desenhos: Gabriela Ropelato

Se tem uma coisa que praticamente todo mundo possui em casa é TV. Sua relação com ela pode ser prática, como as notícias diárias. Casual, como as comédias românticas da sexta à noite. Ou viciante de roer as unhas, como as boas novelas. Mas e se na TV da sala passasse a sua vida? E se a minissérie fosse obra sua?

Não estamos falando da interatividade da TV digital. Nem de dominar a engenharia dos aparelhos. Se você acha que o que im¬porta na TV são as histórias, basta. Pegue caixa de papelão, cabo de vassoura, lápis de cor e faça sua programação. Que tal ilustrar aquele causo hilário de família que você detalha a todos os ami¬gos? Ou pintar a fábula que você ainda não contou aos pequenos porque nunca gostou do final – mude-o, oras, o artista é você.

Chame as crianças para a platéia. Coloque a caixa à sua fren¬te, encaixe seu “rolo de filme” e capriche na emoção da voz de narrador. Sua obra não é censura livre? Então, convoque os amigos e, para dobrar os mais intelectuais, diga a eles que você descobriu uma nova TV a cabo. Ninguém vai mais te dizer que TV emburrece.

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Categoria Brincar!, Da redação, Dicas

Nas nuvens

16 de setembro de 2009

<Divulgação

texto: Daniela Almeida

A vontade é a de que as figuras não desapareçam. A mente flutua até as alturas, viajando por amontoados de algodão-doce. Cavalos. Um homem de chapéu. Flores. Navios em pleno céu. Quem nunca passou a tarde apenas olhando para cima e brincando de dar forma às nuvens? Nesse jogo de adivinha, basta deixar solta a imaginação. O que é dinossauro para um pode ser jacaré para outro. Num instante, o vento faz do pássaro um avião. A mulher de perfil… Uma simples nuvem. Tudo depende da generosidade (e da poesia) de quem vê: aquela ali pode ser uma mera cumulus nimbus trazendo chuva, ou um menino pulando num pé só, o que escolher. A previsão é de céu limpo? Dá-se um jeito. Foi o que fez Vik Muniz, artista plástico brasileiro radicado em Nova York. Com um avião de pulverização agrícola, desenhou no céu azul nuvens feitas de fumaça. A obra de arte pública ficou registrada na série Pictures of Clouds. Mas se você prefere viajar em terra firme basta olhar para cima. Resgatar a deliciosa brincadeira de criança, esperando sem pressa elas passarem. Deixar leve o pensamento. E voar.

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Categoria Descobrir, Making of

Reinvente sua casa…

15 de setembro de 2009

…e o mundo. Basta olhar para roupas velhas ou para embalagens vazias com segundas intenções. Quase tudo pode virar um objeto de decoração lindo – e único. E, se não pode, doe


texto: Nina Weingrill

Decorar a casa com estilo todo mundo quer. Uma luminária bacana, um banco diferentão, caixas que organizam a bagunça e ainda são lindas… Só que a gente vive reclamando que tudo isso custa caro. De bobeira. Porque a solução pode ser divertida, barata e ecológica. Basta aprender a dar um novo uso aos objetos que iriam para o lixo, que aproveitamos mal ou de que não gostamos (mais). E o projeto é fadado ao sucesso: a casa fica autêntica, do seu jeito.

Pati Fernandes, arquiteta, nunca precisou de pretexto. “Meu problema era ver uma caçamba de lixo cheia de objetos bons jogados fora”, conta. “Ia lá, pegava e transformava.” Pati já catou no lixo de vitrais coloridos a plantas. “Uma vez peguei um carretel, desses que empresas telefônicas usam para enrolar fios, e o transformei em mesa. Fantasia de Carnaval vira enfeite de parede, e por aí vai”, diz. A mania cresceu, e hoje seus maiores bens estão em um depósito em seu ateliê: tacos de madeira achados em caçambas na rua. Pati faz móveis com essas peças para a HocDie Design, seu laboratório de idéias dividido com um sócio. “Antes as pessoas achavam estranho ao me ver cutucando o lixão. Agora, os pedreiros já
me ligam para avisar que vai sobrar taco”, conta.

A reciclagem de lixo, que finalmente começa a ser o assunto do momento, é um movimento que vem de duas décadas. E junto com ele vem a ideia do reúso, um processo anterior. Jogar no lixo pra que, se aquilo pode virar um objeto incrível? E ainda pode ser doado ou trocado com quem precisa! Feirinhas de produtos usados, brechós, bazares de troca, tudo isso faz parte do mesmo balaio do consumo consciente – e antenado. “É obrigação de todo mundo pensar no que é possível fazer para mudar o que está errado, principalmente em relação à produção de lixo”, diz Deborah Avelino, especialista em design sustentável

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Categoria Da redação

Coragem e limites

14 de setembro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/07/coragem-e-limites/

“Aprendi que ser feliz não é uma constante. As tristezas da vida aparecem mesmo, fazer o quê? É preciso coragem pra mudar o que pode ser mudado, muita paciência pra aceitar o que não pode, e continuar tocando o barco, numa boa.”

Sofia Benini, 22 anos, São Paulo, SP

Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.

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Categoria O que aprendi

Tinha um pedra

13 de setembro de 2009

texto: Claudia Inoue

Bastava colocar os pés na praia para a caça ao tesouro começar. Dispensando mapas e baús de piratas, eu e meu irmão gastávamos as férias em busca de outras joias: aquelas que, trazidas pelas ondas e encalhadas na areia, apenas aguardavam ser descobertas por quem soubesse enxergar. Eram algas, conchas, tocos de madeira, cascas de tatuí, velhas estrelas-do-mar. A mais diferente seria a mais preciosa: o esqueleto de uma folha que ficou muito tempo na água, um pedaço de coral vermelho como um morango. A coleção subia a serra com a gente e perdia-se entre os brinquedos de plástico. Reencontrar itens dela, às vezes anos depois, fazia com que eu sentisse de novo a maresia, o gelado úmido da areia entre os dedos, o cheiro de verão. Memórias assim me ensinaram que às vezes lembranças ficam mais bem guardadas em sementes e pedras do que em diários. Por isso, já crescida na cidade, continuei a caminhar com os olhos no chão, vasculhando joias à minha espera em ruas e jardins. São pedras redondas que viram presentes, folhas de mil formas que contam as estações, florzinhas que marcam encontros, cascas de árvores caídas pelo bairro. Observo os detalhes, sinto a textura e o cheiro, conto as cores, combino osachados uns com os outros. Depois encontro esconderijos para eles, em caixinhas e páginas de livro. Afinal, não é uma coleção comum. É a minha história. É o meu tesouro.

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Categoria Descobrir

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