A Sorria* é uma revista social da Editora MOL.
O preço de R$ 2,50 que você paga por ela, descontados os impostos, é 100% doado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
A nova Sorria acaba de chegar às lojas da Droga Raia. A matéria de capa, sobre a importância de acreditar na vida, conta histórias de quem tem fé em si mesmo, nos outros e no mundo. Na seção Conhecer, você confere uma entrevista com Dorina Nowill, que tem dedicado a vida inteira à luta pela defesa dos direitos dos deficientes visuais. Revitalização de cidades, previsões para o futuro e contação de histórias estão entre os temas das demais reportagens.
Para comprar a sua Sorria, passe em uma das lojas da Droga Raia em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná ou Rio Grande do Sul, ou clique aqui.
• 250 g de sagu
• 500 ml de vinho tinto suave
• 500 ml de suco de uva
• 500 g de açúcar
• 4 cravos
• 1 canela em pau
• hortelã para decorar
Modo de preparo
Lave o sagu e escorra-o, mas deixe um pouco de água no fundo do recipiente. Reserve por alguns minutos até que as bolinhas comecem a inchar. Em uma panela, coloque o sagu escorrido, acrescente vinho e suco de uva e leve ao fogo em temperatura média, sempre mexendo. Vá juntando o açúcar aos poucos. Ferva tudo até que as bolinhas fiquem transparentes e cuide para que não se desmanchem. Desligue o fogo, coloque os cravos e a canela e reserve. Deixe esfriar e disponha o doce em potinhos de sobremesa. Decore com hortelã e sirva frio. Se quiser, coloque raspas de limão junto à canela. Dão frescor à receita.
Receita da chef mineira Benê Ricardo publicada na Sorria* 5
Mauá é uma cidade do ABC paulista. A menos de uma hora da capital, sofre os mesmos problemas de outros municípios da região, como trânsito e poluição. Também não é particularmente conhecida por ser amigável às bicicletas, já que a estrutura cicloviária, como em muitos locais do Brasil, é inexistente.
Mas foi em Mauá que surgiu uma das iniciativas mais interessantes de apoio aos ciclistas urbanos do Brasil: a Ascobike, que fica ao lado de uma estação de trem. Com espaço para cerca de 1700 magrelas, é o maior bicicletário da América Latina. Mas o Ascobike é mais que isso. É também uma associação de ciclistas, que, mediante uma mensalidade, podem contar com assistência técnica e legal, chuveiro, eventos especiais e educação para o trânsito. O espaço funciona 24 horas por dia. Faça chuva ou faça sol, as bicicletas não param de chegar. Para quem não é associado, basta pagar R$ 1 para guardar a bike.
A Ascobike é um projeto simples que resolveu a vida de milhares de pessoas que usam a bicicleta para chegar ao trabalho. Com essa estrutura, fica fácil deixar o carro ou moto em casa ou mesmo economizar uns trocados do ônibus. Prova de que, para fazer a diferença, basta um pouco de boa vontade.
No dia 22 de setembro, participei de atividades do Dia Mundial Sem Carro pela segunda vez. Na primeira, no ano passado, redescobri o prazer de pedalar, o que não fazia desde criança. É uma história bonita, que mudou minha vida e minha relação com a cidade. Até esse dia, eu nunca tinha parado para pensar: por que um Dia Mundial Sem Carro?
Não é que os carros sejam a encarnação do diabo. Mas eles simbolizam os efeitos de alguns caminhos tomados pelas grandes cidades que não são necessariamente positivos, como a poluição, o isolamento, a falta de contato com a rua, o sedentarismo, o amor pela pressa e pela velocidade… Claro que carros são úteis e necessários em muitos casos. O que se questiona é o excesso. O automóvel deveria ser apenas mais uma opção de locomoção, mas acabamos ficando dependentes dele. Em São Paulo, por exemplo, somados às motos, eles transportam 49% das pessoas; mas ocupam 88% do espaço nas vias, segundo o consultor em transportes Horácio Figueira (leia mais aqui). O ideal é que existam alternativas, e que essas alternativas tenham espaço e condições ideais para funcionar.
Trens, metrôs, ônibus, bicicletas, patins, caronas, caminhadas… Opções existem. Claro que nem todas estão disponíveis para todo mundo. Quem mora no interior pode não ter acesso a metrô; em compensação, as distâncias são menores, e dá para encarar uma caminhada. Moradores das capitais podem ter sistema de ônibus ruim; mas ei, que tal pegar a bicicleta e pedalar? A vantagem da bicicleta e de caminhar é que não é preciso esperar o poder público agir; é só sair por aí, feliz, curtindo a cidade. Existem várias formas de andar pelo seu bairro, de visitar os pontos turísticos de um lugar, de ir na padaria, ao cinema, encontrar os amigos. Quando se fala de mobilidade, todos somos um pouco parte do problema. O legal é que podemos ser, também, parte da solução.
O quadro Proteste já, do programa CQC, falou sobre os perigos em andar de bicicleta pela cidade de São Paulo. O apresentador Rafinha Bastos pegou sua bike e viu como a metrópole está despreparada para os bicicleteiros. Em busca de uma solução para o problema, Rafinha conversou com o prefeito Gilberto Kassab na inauguracão de uma ciclofaixa de lazer. Confira o vídeo abaixo.
O programa foi exibido pela Band, segunda-feira, 28 de setembro.
“Sem querer, um dia aprendi a fechar os olhos e reabri-los em seguida. Não é uma piscadela qualquer. Quando volto a ver o mundo, obrigo-me a reparar nos pequenos detalhes. Agora, por exemplo, não vejo você, mas sua orelha grande que me lembra uma folha de orquídea.”
Klaus Salgado, 41 anos, Piracicaba, SP
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
Get Stupid. Vídeo de Steven Klein, EUA, 2008. Disponível em www.youtube.com. Divulgado durante a turnê Sticky&Sweet, de Madonna, o vídeo estrelado por ela usa imagens de guerras, catástrofes e de consumismo exacerbado para chamar a atenção para a destruição do planeta. “Fique estúpido”, em português, é onde a diva cola sua imagem cool à credibilidade de gente como Barack Obama, John Lennon e Gandhi para convocar as pessoas a não perder mais tempo.
planetasustentavel.abril.com.br/estante. Site do Planeta Sustentável. A seção Estante do site Planeta sustentável – com reportagens, blogs e fóruns sobre sustentabilidade – traz resenhas dos lançamentos de livros mais conceituados sobre o tema. Marque-o em seu RSS e fique ligado para saber o que, de design ao dinheiro, ainda pode ficar um pouco mais verde e justo.
Discursos de Barack Obama, disponíveis em www.youtube.com. “‘Sim, nós podemos’, para a justiça e a igualdade. Para a oportunidade e a prosperidade. ‘Sim, nós podemos’ consertar este mundo. Somos um só povo. Somos uma nação. E juntos começaremos o próximo grande capítulo da nossa história.” Os discursos do recém-eleito presidente americano me deixam sempalavras. Porque ele diz tudo o que eu gostaria de dizer, tudo que quero ouvir de um líder, tudo em que acredito.” Dica de Carla Mingolla, gerente de operações da Ideafix.
Só de pensar em seu mais novo companheiro, um par de patins pretos, a professora Sandra Graciano já se empolga. Aos 44 anos, faz só um que ela começou as aulas de patinação artística. Por muito tempo, apenas assistiu, com água na boca, aos três filhos adolescentes deslizarem pelo clube Palmeiras, em São Paulo. Tinha medo de arriscar: achava-se velha demais. Mas aquele olhar pidão comoveu o treinador da criançada, que a convidou para experimentar as rodinhas. “Não desci mais dos patins”, diz Sandra. “Parece exagero, mas eles deram mais sentido à minha vida”, conta. “De quebra, fiquei mais durinha”, ri. Entre piruetas e manobras simples, como deslizar para trás, Sandra encontrou aquela satisfação de quem começa a fazer algo por si, quebrando o ciclo de só cuidar dos outros. O treino é toda semana. E quem a vê em ação, animadíssima, nem repara na idade. A não ser os filhos: é só ver a mãe toda feliz que um deles dispara: “Mãe, você fica ridícula com esse cadarço cor-de-rosa”. E daí? Combina com a cotoveleira, as joelheiras e o capacete. “Na nossa idade…”, suspira. A graça de deslizar é perder um pouco do controle – desde que bem protegida.
Nossa redação amanheceu com mais um troféu na prateleira! Ontem à noite, a Sorria se tornou vencedora do 1º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade no Varejo, na categoria Pequenas e Médias Empresas. A premiação reconhece a originalidade, a eficiência e a abrangência da publicação como um transformador social, mobilizando milhares de pessoas para que ajudem o GRAACC a vencer o câncer infantil.
A tradição e a credibilidade da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), instituição que oferece o prêmio, só engrandece essa conquista. Fundada em 1938, a federação é a maior entidade representativa do setor de comércio e serviços do país, abrangendo 600 mil empresas que respondem por cerca de 10% do PIB do Brasil.
Viajar de trem é deslizar. Sem tropicão nem turbulência, os vagões rodam pesados e decididos, num sacolejar manso que embala a gente. Quando o corpo se acostuma com o movimento, a sensação é a de que estamos parados: a paisagem é que corre lá fora. Aqui dentro da cabine, o tempo é outro. E a época em que se ia e vinha de locomotiva pelo Brasil, por necessidade ou luxo, passou. Dela restam poucos trilhos por cidades do interior que nasceram – e adormeceram – ao redor de estações. As estradas de ferro foram cobertas de asfalto, e as viagens nunca mais tiveram o mesmo charme. Mas é preciso reencontrar essa decadência elegante dos trens, que guarda nostalgias de coisas que nem chegamos a viver. Pequenas rotas viraram passeio turístico, como a Curitiba–Paranaguá, na foto, que atravessa a Serra do Mar paranaense. Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo também têm seus trilhos (veja em www.abottc.com.br). Em viagem, um conselho de dom Pedro I, amante do trilhar: de vez em quando, feche os olhos. Retas e curvas suaves invadirão seus pensamentos.