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Receita da nonna

20 de novembro de 2009

Foto: Rodrigo Braga

Nascido na Sicília, ilha no sul da Itália, o arancino também é feito de sobras, mas de risoto, de preferência o milanês, preparado com arroz arbóreo, caldo de carne, vinho, açafrão e parmesão. No recheio, vale tudo

Ingredientes

2 xícaras de risoto pronto (feito com arroz arbóreo ou carnaroli)
1 ovo
2 colheres de farinha de trigo
100 gramas de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de azeite ou de manteiga
Noz-moscada
Pimenta-do-reino
Açafrão em pó
Farinha de rosca

Modo de fazer

Misture tudo até obter uma massa firme. Unte a mão com azeite. Com uma colher de sopa, ponha a massa na palma da mão e vá moldando bolinhas. Faça um furo no meio e recheie com cubos de mussarela, molho à bolonhesa bem apurado (se tiver muito caldo, desanda!), ou um refogado de cogumelos. Passe na farinha de rosca. Frite em panela bem funda com óleo fervente.

Receita fornecida pela cantina Aracini, publicada na Sorria* 2 com fotos de Rodrigo Braga

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Categoria Dicas

Oráculo

9 de novembro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/08/oraculo/

“Com a internet, eu aprendi que mais fácil do que ficar perguntando é procurar direto no Google.”

Deivison Elias, 28 anos, Santa Maria, RS

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Categoria O que aprendi

Mudança jovem

4 de novembro de 2009

http://revistasorria.com.br/blog_sorria/files/2009/11/prog.jpg

Domingo, 8 de novembro, em São Paulo, acontece o Festival da Juventude, evento que visa mostrar a importância do jovem e celebrar seu poder de transformação social. Veja a programação completa.

Tem dança, música, vídeo e grafite, além de atividades esportivas, workshops e mesas redondas. É uma oportunidade de discutir temas relevantes para a juventude brasileira e pensar uma transformação social - como participação cidadã e política, educação transformadora e articulação em redes.

Em parceria com a MTV, o Festival ainda conta com duas sessões do Universo Jovem, documentário que aborda o tema da sustentabilidade, e um Debate MTV Especial com o tema “Paz ou violência: Qual é a escolha da juventude?”.

Quem também estará presente são os participantes do programa Geração MudaMundo (GMM), da organização de estímulo ao empreendedorismo social Ashoka. Eles vão apresentar os resultados dos empreendimentos socioeconômicos, artísticos e culturais que desenvolveram durante o ano.

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Categoria Da redação, Descobrir

Outros olhos

3 de novembro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/09/outros-olhos/

“Aprendi a ver com o coração. Despertar para a evidência de que cada amanhecer é diferente; cada pessoa é única; uma chuvinha que cai refresca; uma roda de samba faz dançar também a alma; um colo de mãe é insubstituível. São tantos os sinais de beleza no dia-adia… A vida é linda, é só saber enxergar.”

Lina Lisbôa da Silva, 64 anos, Belo Horizonte, MG

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Categoria O que aprendi

Preciso de um banho

3 de novembro de 2009

Mariana Coan

Uma de minhas memórias mais antigas - e mais queridas - é estar na banheira, mergulhada em água morna. Devia ter uns 3 anos. Lembro de ver minha mão enrugada e perguntar ao meu avô: por que minha mão está igual a sua? Eu fiquei velha? Era também no ritual do banho que me reunia a meu objeto preferido no mundo: uma toalha com touca de orelhinhas. Saía da água direto para o abraço da toalha e da mãe. Sem fazer esforço, até hoje basta fechar os olhos para sentir de novo o conforto desse instante, o cheiro de sabonete e amaciante.

Desde então, banho para mim é remédio para qualquer mal. A receita é simples: ligo o chuveiro e deixo a água cair. Primeiro, vem a sensação das gotas molhando a cabeça, os ombros. as costas, os pés. Aos poucos, a água me permite sentir cada pedacinho do corpo: as superfícies, as rugas, os fios de cabelo, a maçã do rosto, o cotovelo. Partes esquecidas, das quais só lembro quando doem. Ao sentir melhor meu corpo. clareio também os pensamentos. Assim, de simples limpeza, o banho vira terapia e lazer. Sem hora nem regras. Se o sono não acalma, por exemplo, ligo o chuveiro em plena madrugada. Acho que a água quente dissolve dias difíceis mesmo em pleno verão. Já duchas frias me dão o súbito desejo de correr no parque. E uma banheira… Ah, uma banheira me faz ter 3 anos de novo.

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Categoria Sem categoria

Coisa de louco

28 de outubro de 2009

foto: Renato Pizzutto

texto: Nina Weingrill
fotos: Renato Pizzutto

Seu Nelson Flores acorda às 6 da manhã. Toma café, veste sua melhor combinação de short e camiseta e ruma para o Sesc Itaquera, a 40 minutos de ônibus de onde mora, em São Mateus, na periferia de São Paulo. Chega antes mesmo de os portões se abrirem, às 9. “Gosto de ser o primeiro”, diz. Em tudo, diga-se. Aos 70 anos, bem vividos, seu Nelson é um assíduo praticante de qualquer esporte que for convidado a jogar. Isso talvez explique o entusiasmo extra com que chega ao Sesc nessa época, férias de verão da neta Jéssica, de 11. Com ela, seu Nelson tem boa desculpa para praticar a atividade de que mais gosta: despencar no toboágua de 7 metros de altura do parque aquático do Sesc. “Eu gosto de emoção. Deslizar me dá uma felicidade rara”, diz, como quem precisa se justificar. É que a família pega no pé, o médico receitou pílulas para a pressão alta… E o velho ainda vai se meter em atividades estressantes? Mas é do prazer da adrenalina que ele fala. “As pessoas dizem que sou metido. Azar delas! Mal sabem como é bom gritar de lá de cima e fingir que a gente é um pouco louco de vez em quando.

Trecho de Cometa um deslize, reportagem publicada na Sorria 6.

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Categoria Da redação

Laço eterno

26 de outubro de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/09/laco-eterno/

“Desde criança, aprendi a valorizar as pessoas que me são caras, como minha mãe Maria Helena, que criou a mim e a meus dois irmãos com muitas dificuldades. Às vezes, quando existe amor, a dificuldade une mais as pessoas.

Perdemos o meu irmão mais velho, Augusto, e, com isso, também se foi um pedaço dela. As doenças começaram a aparecer e, de filha, passei a mãe. Ela acabou ficando totalmente dependente de mim, física, mental e emocionalmente.

Não pensem que isso é uma reclamação, é apenas um processo do aprendizado que passei com ela, que me trouxe muita tristeza, por vê-la assim, mas também muito mais proximidade.

Ela faleceu em 13 de maio de 2009, aos 85 anos. Uma pessoa, para me confortar, disse: “Ela descansou, e você também”. Respondi o que a experiência me ensinou: ela não me cansa, ela é minha mãe, e eu cuidaria dela pelo tempo que fosse necessário.”

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Categoria O que aprendi

Top 10 - Água

23 de outubro de 2009

Para fechar a semana com estilo, fizemos uma lista das nossas músicas molhadas favoritas:

Águas de março - Tom Jobim

Singin in the rain - Gene Kelly
Como uma onda no mar - Lulu Santos
Who’ll Stop The Rain - Creedence Clearwater Revival
Raindrops keep falling on my head - B. J. Thomas
Rain - Madonna
Here comes the sun - The Beatles
Água de beber (camará) -Astrud Gilberto
Stormy weather - Ella Fitzgerald
Foi um rio que passou em minha vida - Paulinho da Viola

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Categoria Da redação, Dicas

Escorrego, o esporte

22 de outubro de 2009

Rafael Krieger, de 24 anos, é um amador. Mas poderia ser criador e craque de um novo esporte: o “escorrego”. Sua habilidade é deslizar sobre tudo quanto é piso – e também por superfícies variadas, como corrimão de escada. Como instrumentos, sapatos de sola lisa, meias sem medo de encardir, água e sabão, o próprio corpo – as regras são flexíveis e dependem da oportunidade. A prática começou ainda criança, em Florianópolis, quando o skate era meio de transporte da sala para a cozinha. Mais velho, Rafael descobriu o deleite das dunas na praia. Ali, deslizando areia abaixo, o escorrego era praticado com os pés descalços, sobre pedaços de papelão, de bunda. Então ele se mudou para São Paulo, a terra da garoa. E a chuva virou o meio “lubrificante”. Com tempo feio, ele sai às ruas de olho no chão mais molhado. Já mapeou as melhores pistas: o piso de azulejo na entrada do prédio é ótimo. Nele, “patina” de tênis mesmo, imaginando trilhas sonoras para sua apresentação. Se já caiu? Até criou calo. Mas bom mesmo é o escorrego na piscina. Funciona assim: de férias na casa da mãe, lá no Sul, esvazia a piscina de plástico dos irmãos menores e a estica na grama. “Daí molho com a mangueira, ponho bastante sabão, saio correndo e me jogo na lona lisinha.” Se o escorrego fosse esporte, ninguém mais reclamava da educação física.

Trecho de Cometa um Deslize, reportagem da Sorria 6.

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Categoria Da redação

Revoluções no vazio

21 de outubro de 2009

Para um leigo, ficar na pontinha de uma estrutura que se ergue a 10 metros do chão – mesmo que lá embaixo haja uma piscina – pode ser aflitivo. Para Fernando Ribeiro, é apenas um detalhe do esporte que ele pratica há 54 anos: o salto ornamental. A paixão por executar rodopios nos poucos segundos que separam o trampolim da água foi despertada na adolescência, no clube que frequentava, antes de se mudar do Rio de Janeiro para São Paulo. Seu talento foi reconhecido pelos atletas mais experientes, e ele começou a treinar a sério. A certa altura, o pai pressionou: “Vai ficar saltando ou vai trabalhar?”, e Fernando se desdobrou entre faculdade, emprego e piscina. Formado engenheiro, ele se orgulha da invejável carreira paralela: participou de duas Olimpíadas e de três Panamericanos, ganhou campeonatos regionais, nacionais e sul-americanos. Incontáveis vezes, ele teve a sensação de girar no vazio, totalmente livre e, ao mesmo tempo, absolutamente concentrado na tentativa da manobra impecável. “Durante a rotação, sinto que há forças me puxando. Mas consigo prever o momento certo de me esticar. Quando o corpo toca a água, sabemos se o salto foi ou não um sucesso: quanto menos espirrar, maior a nota”, explica. Aos 71 anos, Fernando segue praticando, na piscina com trampolim construída no quintal de casa. E competindo. “Hoje tenho medo de executar alguns saltos, mas faço o melhor que posso”, conta, apressado para embarcar para os Estados Unidos, rumo a mais um campeonato.

Trecho de Roda Viva reportagem da Sorria 8

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Categoria Da redação

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