23 de novembro de 2009
Hoje, 23 de novembro, é dia nacional de combate ao câncer infantil. E temos muito o que celebrar: os investimentos em pesquisas e tratamentos cresceram. Assim, as chances dos pequenos vencerem a doença também aumentou. Segundo estimativa do Inca - Instituto Nacional do Câncer - a perspectiva de uma criança se curar é de 85%. Há 30 anos o quadro era bem diferente, apenas 15% de chances.
Contribuir com o GRAACC e ajudar a galerinha nesta luta é um grande orgulho para todos aqui da Editora MOL. Já batemos a marca de R$ 2,8 milhões doados e batalhamos para conseguir cada vez mais.
Queremos agradecer aos funcionários da Droga Raia, patrocinadores e, principalmente, nossos leitores que acreditam neste projeto.
Um abraço e muito obrigada!
20 de novembro de 2009

Nascido na Sicília, ilha no sul da Itália, o arancino também é feito de sobras, mas de risoto, de preferência o milanês, preparado com arroz arbóreo, caldo de carne, vinho, açafrão e parmesão. No recheio, vale tudo
Ingredientes
2 xícaras de risoto pronto (feito com arroz arbóreo ou carnaroli)
1 ovo
2 colheres de farinha de trigo
100 gramas de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de azeite ou de manteiga
Noz-moscada
Pimenta-do-reino
Açafrão em pó
Farinha de rosca
Modo de fazer
Misture tudo até obter uma massa firme. Unte a mão com azeite. Com uma colher de sopa, ponha a massa na palma da mão e vá moldando bolinhas. Faça um furo no meio e recheie com cubos de mussarela, molho à bolonhesa bem apurado (se tiver muito caldo, desanda!), ou um refogado de cogumelos. Passe na farinha de rosca. Frite em panela bem funda com óleo fervente.
Receita fornecida pela cantina Aracini, publicada na Sorria* 2 com fotos de Rodrigo Braga
9 de novembro de 2009

“Com a internet, eu aprendi que mais fácil do que ficar perguntando é procurar direto no Google.”
Deivison Elias, 28 anos, Santa Maria, RS
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
4 de novembro de 2009

Domingo, 8 de novembro, em São Paulo, acontece o Festival da Juventude, evento que visa mostrar a importância do jovem e celebrar seu poder de transformação social. Veja a programação completa.
Tem dança, música, vídeo e grafite, além de atividades esportivas, workshops e mesas redondas. É uma oportunidade de discutir temas relevantes para a juventude brasileira e pensar uma transformação social - como participação cidadã e política, educação transformadora e articulação em redes.
Em parceria com a MTV, o Festival ainda conta com duas sessões do Universo Jovem, documentário que aborda o tema da sustentabilidade, e um Debate MTV Especial com o tema “Paz ou violência: Qual é a escolha da juventude?”.
Quem também estará presente são os participantes do programa Geração MudaMundo (GMM), da organização de estímulo ao empreendedorismo social Ashoka. Eles vão apresentar os resultados dos empreendimentos socioeconômicos, artísticos e culturais que desenvolveram durante o ano.
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3 de novembro de 2009

“Aprendi a ver com o coração. Despertar para a evidência de que cada amanhecer é diferente; cada pessoa é única; uma chuvinha que cai refresca; uma roda de samba faz dançar também a alma; um colo de mãe é insubstituível. São tantos os sinais de beleza no dia-adia… A vida é linda, é só saber enxergar.”
Lina Lisbôa da Silva, 64 anos, Belo Horizonte, MG
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3 de novembro de 2009
Mariana Coan
Uma de minhas memórias mais antigas - e mais queridas - é estar na banheira, mergulhada em água morna. Devia ter uns 3 anos. Lembro de ver minha mão enrugada e perguntar ao meu avô: por que minha mão está igual a sua? Eu fiquei velha? Era também no ritual do banho que me reunia a meu objeto preferido no mundo: uma toalha com touca de orelhinhas. Saía da água direto para o abraço da toalha e da mãe. Sem fazer esforço, até hoje basta fechar os olhos para sentir de novo o conforto desse instante, o cheiro de sabonete e amaciante.
Desde então, banho para mim é remédio para qualquer mal. A receita é simples: ligo o chuveiro e deixo a água cair. Primeiro, vem a sensação das gotas molhando a cabeça, os ombros. as costas, os pés. Aos poucos, a água me permite sentir cada pedacinho do corpo: as superfícies, as rugas, os fios de cabelo, a maçã do rosto, o cotovelo. Partes esquecidas, das quais só lembro quando doem. Ao sentir melhor meu corpo. clareio também os pensamentos. Assim, de simples limpeza, o banho vira terapia e lazer. Sem hora nem regras. Se o sono não acalma, por exemplo, ligo o chuveiro em plena madrugada. Acho que a água quente dissolve dias difíceis mesmo em pleno verão. Já duchas frias me dão o súbito desejo de correr no parque. E uma banheira… Ah, uma banheira me faz ter 3 anos de novo.
28 de outubro de 2009

texto: Nina Weingrill
fotos: Renato Pizzutto
Seu Nelson Flores acorda às 6 da manhã. Toma café, veste sua melhor combinação de short e camiseta e ruma para o Sesc Itaquera, a 40 minutos de ônibus de onde mora, em São Mateus, na periferia de São Paulo. Chega antes mesmo de os portões se abrirem, às 9. “Gosto de ser o primeiro”, diz. Em tudo, diga-se. Aos 70 anos, bem vividos, seu Nelson é um assíduo praticante de qualquer esporte que for convidado a jogar. Isso talvez explique o entusiasmo extra com que chega ao Sesc nessa época, férias de verão da neta Jéssica, de 11. Com ela, seu Nelson tem boa desculpa para praticar a atividade de que mais gosta: despencar no toboágua de 7 metros de altura do parque aquático do Sesc. “Eu gosto de emoção. Deslizar me dá uma felicidade rara”, diz, como quem precisa se justificar. É que a família pega no pé, o médico receitou pílulas para a pressão alta… E o velho ainda vai se meter em atividades estressantes? Mas é do prazer da adrenalina que ele fala. “As pessoas dizem que sou metido. Azar delas! Mal sabem como é bom gritar de lá de cima e fingir que a gente é um pouco louco de vez em quando.
Trecho de Cometa um deslize, reportagem publicada na Sorria 6.
26 de outubro de 2009

“Desde criança, aprendi a valorizar as pessoas que me são caras, como minha mãe Maria Helena, que criou a mim e a meus dois irmãos com muitas dificuldades. Às vezes, quando existe amor, a dificuldade une mais as pessoas.
Perdemos o meu irmão mais velho, Augusto, e, com isso, também se foi um pedaço dela. As doenças começaram a aparecer e, de filha, passei a mãe. Ela acabou ficando totalmente dependente de mim, física, mental e emocionalmente.
Não pensem que isso é uma reclamação, é apenas um processo do aprendizado que passei com ela, que me trouxe muita tristeza, por vê-la assim, mas também muito mais proximidade.
Ela faleceu em 13 de maio de 2009, aos 85 anos. Uma pessoa, para me confortar, disse: “Ela descansou, e você também”. Respondi o que a experiência me ensinou: ela não me cansa, ela é minha mãe, e eu cuidaria dela pelo tempo que fosse necessário.”
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22 de outubro de 2009
Rafael Krieger, de 24 anos, é um amador. Mas poderia ser criador e craque de um novo esporte: o “escorrego”. Sua habilidade é deslizar sobre tudo quanto é piso – e também por superfícies variadas, como corrimão de escada. Como instrumentos, sapatos de sola lisa, meias sem medo de encardir, água e sabão, o próprio corpo – as regras são flexíveis e dependem da oportunidade. A prática começou ainda criança, em Florianópolis, quando o skate era meio de transporte da sala para a cozinha. Mais velho, Rafael descobriu o deleite das dunas na praia. Ali, deslizando areia abaixo, o escorrego era praticado com os pés descalços, sobre pedaços de papelão, de bunda. Então ele se mudou para São Paulo, a terra da garoa. E a chuva virou o meio “lubrificante”. Com tempo feio, ele sai às ruas de olho no chão mais molhado. Já mapeou as melhores pistas: o piso de azulejo na entrada do prédio é ótimo. Nele, “patina” de tênis mesmo, imaginando trilhas sonoras para sua apresentação. Se já caiu? Até criou calo. Mas bom mesmo é o escorrego na piscina. Funciona assim: de férias na casa da mãe, lá no Sul, esvazia a piscina de plástico dos irmãos menores e a estica na grama. “Daí molho com a mangueira, ponho bastante sabão, saio correndo e me jogo na lona lisinha.” Se o escorrego fosse esporte, ninguém mais reclamava da educação física.
Trecho de Cometa um Deslize, reportagem da Sorria 6.
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