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Como se estivesse voando

27 de maio de 2009

© Paula Saito

É preciso um bom galho de árvore. Uma corda firme. Um pedaço de tábua ou um pneu velho. Amarra, pendura. A técnica é muito simples: de pé, segurando na corda, recue até ficar na ponta dos pés. Então se solte, deixando o corpo cair no assento, esticando as pernas pra frente na ida, dobrando-as na volta para recuperar o impulso. O frio na barriga não tem idade pra aparecer e fica maior conforme parece que vamos girar 360º, de tão alto que estamos. É como voar baixo – o mais próximo que chegamos de tirar os pés do chão e alcançar o céu com relativa segurança e economia. O balanço é um brinquedo de tempos imemoriais: não se sabe onde nem quando surgiu. Só que é imprescindível para qualquer infância. E pode, por que não?, continuar a nos dar asas na insustentável leveza do vento conforme crescemos.

Publicado originalmente na Sorria* 1

1 comentário

Categoria Da redação, Descobrir

Vó: Todo mundo tem uma

26 de maio de 2009

Nina Weingrill, repórter

- Vó, esse cachorro quente que a senhora fez tá uma delícia!
- Oi, o quê?
- Seu cachorro quente. Tá uma delícia! (mais alto)
- Ein? Quer mais salsicha?
- Não, vó. O cachorro quente, tá uma D E L Í C I A! (GRITANDO)

A cena acima é do novo comercial que a Perdigão está exibindo na TV. A graça dele é que, quando o diálogo acaba, a vovó chama a câmera pra perto e diz: Tenho que confessar que eu escuto muito bem, mas adoro quando meu neto elogia minha comida.

Achei fofo! E me lembrei da minha vó. Ela não finge que não tá escutando. Mas ai de você se não falar nada sobre a comida que ela levou dias pra preparar: “Não gostou? Tá ruim, né?”, com aquela cara de piedade. “Não, vó, tá ótimo, muito gostoso”. “Ah, foi super fácil de fazer. Então come mais um pouco, comeu tão pouquinho”. “Vó, tô meio de dieta”… Ah, as avós!

+Sobre avós
Confira a matéria “Vovós Ecológicas” publicada na Sorria* 5.

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Categoria Da redação

Pequeno favor

25 de maio de 2009

De uma parceria entre a empresa de salgadinhos SunChips e a National Geopraphic, canal de tv americano, nasceu o Green Effect, iniciativa que visa inspirar as pessoas a mudarem o mundo com pequenos atos.

Para colaborar com o projeto, basta se cadastrar no site GreenEffect.com e dar uma ideia de como você pode mudar sua comunidade e deixar sua vida mais verde. Cada uma das cinco melhores sugestões ganha um prêmio de US$ 20.000. Os vencedores ainda serão temas de perfis da National Geopraphic e vão para Washington dividir suas boas ideias com líderes ambientais.

O concurso vai até 8 de junho de 2009. Dez finalistas serão anunciados em 7 de julho, quando visitantes do site e um juri especializado elegem os melhores.

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Categoria Notas

Diário de bordo

22 de maio de 2009

Marcela Besson, colaboradora

Ilustração: Gunther Ishiyama  Foto: Daniela Toviansky

Você consegue se lembrar do sonho da noite passada? Às vezes é difícil juntar imagens, pessoas sem rosto e frases inacabadas. Mas essas viagens fantásticas podem ser registradas num diário. Anotar os sonhos ajuda no autoconhecimento, estimula a reflexão, auxilia psicoterapias e inspira idéias e soluções. No começo pode ser difícil lembrar-se de tudo. Mas o hábito de registrar os sonhos logo ao acordar fortalece essa memória. Alexandre Freire, cientista da computação, é testemunha disso. Há dez anos, ele se apaixonou pela prática. “Vale escrever ou desenhar as narrativas”, diz. Hoje, Alexandre está tão treinado que é capaz de descrever em detalhes cores, pessoas e conversas que invadiram seu sono – a imagem acima é de seu diário. Assim como ele, também fizeram os mestres Franz Kafka, Edgar Alan Poe e Federico Fellini, transformando sonho em arte. Na internet, o site criado pelo designer Dimitri Lime reúne viagens oníricas de gente comum. A biblioteca de sonhos traz um sem-fim de histórias. Conte a sua.

Publicado originalmente na Sorria* 2

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Categoria Descobrir

Na sua medida

20 de maio de 2009

por Simone Cunha, repórter

sxc.hu/Jade Colley

Faça sua lista de sonhos, das coisas que você gostaria de comprar, fazer, assistir, alcançar, ler, conhecer. Deixe-a crescer à vontade, sem amarras. Depois analise friamente: quais desses itens realmente agregariam significado à sua vida? Elimine os demais, e sua lista estará alinhada com a filosofia do movimento Simplicidade Voluntária.

“O importante é encontrar aquilo que você precisa para ser feliz”, diz Jorge Mello, representante do grupo no Brasil, que foi entrevistado para a matéria Quem quer dinheiro?, na seção Trabalhar da Sorria* nº 7. Após questionar o que de fato era importante na vida, Jorge largou a carreira de 17 anos num banco em Porto Alegre, vendeu o carro e a moto e foi viajar como mochileiro. Hoje, trabalha como terapeuta corporal, teve a renda diminuída pela metade, mas está mais feliz. “Falta a realização existencial. Não precisamos de tanto quanto nos tem sido dito que é necessário, nem tão pouco quanto alguns querem nos fazer acreditar”, diz.

Para Jorge há uma tendência mundial de romper esse modelo de busca de felicidade pelo acúmulo de riquezas. Mas a ideia não vem de hoje: “Gandhi reconhecidamente já defendia o essencial”, explica.

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Categoria Da redação

Aquele abraço

18 de maio de 2009

Reprodução - Free Hug Lisboa

Envolver alguém nos braços – e ser acolhido de volta – dá um enorme bem-estar. Memórias do corpo vinculam o gesto à sensação de proteção da época em que éramos bebês de colo. E o organismo responde: segundo uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, o abraço diminui a pressão arterial. A também americana Universidade de Virgínia foi além e provou que esse carinho reduz os hormônios do estresse, fortalece a imunidade e tem efeito analgésico. Em tempo de tapinhas nas costas, não tem quem abraçar? Improvise. Nascido na Austrália, o movimento Abraços Grátis acontece, sem hora marcada, em todo o mundo – esta foto é de Lisboa, em Portugal. Basta escrever a oferta num cartaz e abrir os braços. Não importa quem você abraça. Desde que abrace.

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Categoria Da redação

Outras vidas

16 de maio de 2009

Hoje, 16 de maio, é o Dia Internacional de Histórias de Vida, uma iniciativa da Rede Internacional de Museus da Pessoa e do Center for Digital Storytelling. A data tem como objetivo fortalecer a memória coletiva e promover a troca de experiências entre pessoas.

No Brasil, o dia tem contação de histórias, mostra de vídeos, oficinas e debate sobre direitos humanos. A programação completa traz mais de 100 instituições em 30 países, para saber o que vai acontecer perto de você e ao redor do mundo, acesse o site oficial do evento.

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Categoria Notas

Para ter coragem

15 de maio de 2009

A seção Brincar da revista Sorria* traz dicas de filmes, livros, seriados e sites para inspirar os leitores a refletir ou a fazer alguma coisa. Na última edição, o tema foi “para salvar o mundo”. Selecionamos algumas indicações para o seu fim de semana. Confira!

Foto: Divulgação/Crédito: Kiko Ferrite

Doutores da Alegria – O Filme. Filme de Mara Mourão, Brasil, 2005.

Conta a história desses voluntários que levam a hospitais um pouco de doçura e de narizes de palhaço. “Eles transformam objetos hospitalares, como luvas, em brinquedos. Assim, crianças e famílias podem substituir suas reclamações por contentamento. Inspiram a buscar a esperança em cada dificuldade, e a alegria que deve ser cultivada. Eles nos ensinam que não é porque estamos doentes, o que, infelizmente, é uma condição da nossa espécie, que devemos sofrer.”
Dica de Coen Sensei, monja budista, promotora da Caminhada Zen, que divulga a não-violência.

Divulgação
Como Mudar o Mundo. Livro de David Bornstein, Editora Record.

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Categoria Dicas

Primeiro a boa notícia

15 de maio de 2009

por Camila Gonçalves, estagiária de redação

Morgue File

No comecinho desse ano fui contratada como estagiária da revista Sorria*. Cursando o penúltimo semestre da faculdade de Jornalismo e trabalhando na área há pouco mais de dois anos, já estava conformada, ainda que a contragosto, com a ideia de que notícia que vende é noticia ruim. Até que a oportunidade de trabalhar na Sorria* apareceu e me fez ver, na prática, que a função do jornalismo não é apenas relatar as inúmeras tristezas do mundo. Devemos, também, trazer à tona exemplos que inspirem os leitores a terem coragem de serem felizes apesar dos pesares.
Um dos fatores que me fez escolher a carreira de jornalista foi, exatamente, essa ser uma profissão que nos permite entrar em contato com diversas pessoas. E, em pouco mais de dois meses de estágio por aqui, já tive o privilégio de ouvir muitas histórias inspiradoras que estão me transformando aos poucos.
Termino cada dia com a sensação de ter aprendido uma coisa nova, muitas vezes valores simples que nos fazem entender que a felicidade está aí, na nossa frente. A sensação que tenho é a de dever cumprido por saber que eu e meus colegas somos uma ponte entre histórias maravilhosas e pessoas que irão lê-las, se inspirar e multiplicar a certeza de que o mundo tem jeito, sim.
Há uma frase atribuída ao Mário Quintana que diz o seguinte: “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Eu a adaptaria acrescentando que iniciativas como a Sorria* também têm capacidade de mudar pessoas, provando que é mais do que possível ser feliz agora.

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Categoria Da redação

Capa: Sorria* 7

4 de maio de 2009

Um maquiador, uma produtora de foto, uma produtora de roupas, uma fotógrafa e sua assistente, uma diretora de arte e outra de redação, mais um modelo feliz: precisa de toda essa gente pra fazer a foto de capa. Laura Sobenes, produtora fotográfica, conta como foi a sessão de fotos.

“Fazer parte dessa capa foi incrível. Foi por causa dela que eu descobri lojas emocionantes na 25 de Março. Descobri também o senhor Roberto Wolf. Senhor não. O “cara”. E junto com esse “cara”, veio a criança de 10 anos que vive escondida atrás daquela roupa de senhor de 70 anos.

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Categoria Making of

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