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O amor que brota do fogo

11 de junho de 2009

por Francisco Spagnolo

Tudo começou em 2007, quando o prefeito de São Francisco, na Califórnia, resolveu aprovar a lei que permite o casamento entre homossexuais. A notícia irritou os conservadores e uma batalha judicial pela proibição da prática chegou à Suprema Corte norte-americana. Um plebiscito foi a maneira escolhida para decidir o caso. A pergunta era: banir ou não o casamento homossexual?  O sim ganhou.

Apesar do desfecho, a turma da American Civil Liberties Union (ACLU), militante da proteção da liberdade – como gostam de ser chamados –, orgulhou-se por ter produzido um dos mais belos sites sobre relações humanas. O 10couples.org (em inglês) entrou na rede no dia 12 de março de 2007, durante a campanha que defendia o casamento entre parceiros do mesmo sexo. Foram produzidos dez documentários a respeito das histórias, peripécias, lamentações e sentimentos da vida homossexual a dois.

Os vídeos inspiram interessantes reflexões. Será que quando Heather McDonnel apoiou Carol Snyder na luta contra o câncer isso foi tão distante da realidade dos casais heterossexuais? E o que dizer sobre o sorriso largo de Richard Nolan ao relembrar os tempos de colégio, quando conheceu Bob Pingpank? Cada vez mais fica provado que nossas diferenças se estreitam quando o assunto é a busca pela felicidade.

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Categoria Da redação

O sentido do amor

11 de junho de 2009

por Pedro Piccinini


A quoi ça sert l’amour? é uma animação de Louis Clichy, produzida pelo estúdio de animação francês Cube. A obra fica completa com a canção de mesmo nome, interpretada por Edith Piaf, em dueto com Theo Sarapo. Achei este vídeo enquanto fazia um tourzinho pelo site do Cube. Gostei tanto da arte quanto do tema. Um romancezinho em traços simples que questiona ‘Para que serve o amor?’.”

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Categoria Da redação, Memória

Eu me amo

11 de junho de 2009

Quem disse que ser diferente é ruim? Conheça histórias de pessoas que aprenderam a aceitar, gostar e até mesmo tirar vantagem daquilo que para muita gente parece uma estranheza.

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por Simone Cunha, com colaboração de Francisco Spagnolo

O que te faz ser verdadeiramente quem você é? Tem aquela característica – ou um monte delas – que as pessoas logo lembram quando pensam na gente. Pode ser um aspecto físico, como um dedão do pé muito grande, um jeito de falar com palavras que ninguém mais usa, um cacoete tal qual um olho que não pára de piscar, um jeito de se vestir, uma maneira exótica de encarar a vida, uma habilidade indiscutível para assobiar. Quando percebemos que há algo que nos faz singulares, é comum que a primeira reação não seja muito boa. Na escola, queremos fazer parte dos grupinhos, e, se algo nos torna diferentes, somos excluídos. Quem nunca sonhou em ser igual a todo mundo? Mas um dia percebemos que são essas características que nos tornam especiais. E aprendemos a gostar delas, porque nos dão personalidade – e podem até nos garantir vantagens. No meu caso, é a altura. Eu sou baixinha. Peno para assistir shows de pé e sentar em cadeiras altas. Mas descobri que gente pequena é catalisadora de afeto. É assim: eu chego num lugar e as pessoas me acham querida, fofa, tão bonitinha, conquisto todo mundo sem nem querer. Para não me afogar nessa doçura, falo firme, banco a séria. “Essa menina é brava”, é uma das frases que mais ouço. E como eu seria se fosse alta? Não dá para ter ideia. São essas diferenças que moldam nossa essência. E uma das melhores coisas da vida é podermos ser como realmente somos. Sem repressão, com liberdade e bom-humor. Como os personagens a seguir.

Marido com tecla “mudo”
Maria do Carmo possui metade da capacidade auditiva normal. Desde que nasceu é assim, pois teve uma membrana dos tímpanos rompida. Aos 19 anos fez uma cirurgia para tentar resolver o problema, mas perdeu mais audição e ainda ganhou um zumbido no ouvido. Fez outras nove tentativas de correção, e nada de progresso. Hoje, graças a aparelhos auditivos, sua qualidade de vida é boa. E não só porque eles a permitem ouvir, mas também porque ela pode optar por não usá-los. E é isso que Maria do Carmo faz toda noite. Só assim não se incomoda com os roncos do marido, que forçam o filho, no quarto ao lado, a usar protetor auricular. E, desse jeito, o casamento de 36 anos vai muito bem, obrigado.
Maria do Carmo Pereira Rodrigues, 60 anos, São Paulo, SP.

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Categoria Da redação

Detalhes tão pequenos de nós dois…

10 de junho de 2009

http://web.mac.com/olibeale/Iloveyoubut/Clap.html
Semana dos namorados, tudo é lindo, romântico e perfeito. Mas, sabe aquele momento em que você percebe uma coisinha irritante no seu par e esse detalhe começa a fazer muita diferença? Para estes instantes existe o site I love You but.

Os ingleses Alex Holder e Ross Neil, criadores do site, saíram pelas ruas perguntando para as pessoas “qual é a coisa mais irritante que seu cônjuge faz?” A partir das respostas, Ross fez caricaturas dos entrevistados com uma legenda dizendo o que eles não gostam em seus parceiros.

Dentre os cacoetes citados estão:
Eu te amo, mas…
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Categoria Da redação, Dicas

Amar é…

10 de junho de 2009
Amar é... Se permitir experimentar, mudar de ideia, recomeçar, se apaixonar. Como Ban e Claudia

Amar é... Se permitir experimentar, recomeçar, se apaixonar. Como Ban e Claudia

por Nina Weingrill

Amor não é algo em que se acredite ou não. O sentimento mais forte que podemos ter por alguém é, antes de tudo, o princípio das relações humanas. Por amor, nos dispomos a cuidar e proteger uns aos outros. Com ele, criamos vínculos capazes de superar diferenças e distâncias, de vencer o peso do tempo e do cansaço. O amor que recebemos — da família, dos amigos, das paixões, de nós mesmos — nos torna mais fortes, equilibrados, generosos e felizes. O amor que doamos também. Por amor, arriscamos no incerto e acreditamos no futuro. É o amor que nos inspira a dar o melhor de nós e a esperar o melhor para os outros. Sob seus efeitos, perdoamos, mudamos, fazemos escolhas, amadurecemos.

Mas se o amor é universal, a forma como o transformamos em relacionamentos é particular: cada um tem a sua, fruto de sua história, do seu tempo, da pessoa ao lado. Enquanto na família ou entre as amizades encaramos o amor de forma tranquila e espontânea, tudo muda quando se trata do sentimento praticado a dois. E andamos por terreno inseguro, influenciados por histórias românticas, cheios de dúvidas sobre o certo e o errado, o que queremos e o que precisamos, o que esperamos e o que estamos dispostos a dar…

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Categoria Sem categoria

A sós

9 de junho de 2009

asos

por Amanda Rahra, coordenadora de projetos

Desde que comprei um celular, há dez anos, as esperas no ponto de ônibus, o cafezinho solitário no meio da tarde, as andanças na rua ou o contemplar de uma paisagem passaram a ser momentos menos meus. Nunca estou sozinha: a possibilidade de compartilhar o instante com quem não está ali me acompanha. Na era das comunicações instantâneas, há sempre um telefone tocando, uma mensagem chegando, uma janela piscando no computador. Nesses tempos, solidão e silêncio são quase defeitos: se não estou falando com alguém, parece que há algo errado comigo. Foi em madrugadas insones que consegui dispensar todas as companhias para me encontrar com a mais ausente: eu mesma. A sós, pude me fazer perguntas difíceis e respondê-las em voz alta. Ensaiar conversas que gostaria de ter. Ou apenas ficar quieta e à toa – sem me sentir esquisita por isso. E descobri que a solidão é o espaço mais verdadeiro e tranqüilo que podemos explorar: longe dos olhos dos outros, somos quem somos, e não quem deveríamos ser. Agora, exercito a solidão diurna. Ir ao cinema sozinha, tomar um café com o celular desligado e caminhar sem companhia têm me ensinado a separar o que é estar com alguém por vontade e o que é se manter conectada por simples ansiedade. E minha companhia tem ficado cada vez melhor.

Foto: Daniela Toviansky

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Categoria Da redação

A dois

9 de junho de 2009

por Roberta Faria, diretora editorial

Na adolescência, foi nossa primeira forma de experimentar o prazer – ou só a maneira mais divertida de preencher a falta de assunto. E beijávamos como exploradores de cavernas dedicados, sem constrangimentos. Adultos, beijamos com diligência romântica em começos de namoro, empolgados depois de umas doses a mais ou como carta de apresentação para nossas segundas intenções. Mas então acontece: nos assentamos e, estáveis e rotineiros, dispensamos as artimanhas da conquista. E num dia comum, olhando um casal na rua, nos damos conta: paramos de beijar. Sim, ainda se dá umas bitocas de oi e tchau. Mas e aquele beijo na boca apaixonado, com pressa de continuar, sem pressa de desgrudar, sem vergonha de acontecer? Ficou lá, nos nossos 15 anos, nas memórias de noites loucas ou nas saudosas primeiras semanas de namoro. Mas, oras, não há regras sobre quanto, ou até quando, podemos beijar. Ao contrário: por seus efeitos benéficos ao coração, a atividade é recomendada a senhoras e senhores com pressão e colesterol altos. Beijar ainda previne cáries, exercita músculos, embeleza a pele e acelera o metabolismo – um minuto intenso queima mais calorias que o mesmo tempo correndo ladeira acima. Os efeitos calmantes são comparáveis aos da meditação, e os hormônios liberados provocam uma sensação de bem-estar mais poderosa do que qualquer droga já inventada. Bem estabelecidas as desculpas, sobra a verdadeira razão: devemos beijar porque é bom, porque é íntimo, porque fortalece os vínculos… e porque, como pensávamos quando jovens, um beijo ainda é a menor distância entre duas pessoas.

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Uma boa prosa de calçada

8 de junho de 2009

Marcus Desimoni

por Joaquina Moreira*, em depoimento à reporter Nina Weingrill

“Quando aquele fio de ar gelado entra pela janela da sala, já sei: no relógio batem 16 horas.
O sol está baixando (bom para os olhos, que não cansam da claridade), eu e meu velho nos olhamos, desligo a TV e vamos à garagem – ali, as cadeiras enferrujadas pelo tempo nos esperam. Saímos e paramos em frente ao nosso portão branco e pesado. Rua Lisboa, número 93. O trajeto é curto porque, claro, as pernas estão cansadas dos 78 anos de jornada. O Luis coloca nossas companheiras no chão, uma ao lado da outra, juntinhas. (Sabe, ele se faz de rabugento, mas não consegue esconder que fez da vida um cuidar de mim, desde que começamos a namorar, em frente a esse mesmo portão, quando a casa ainda era de papai.
Da rua ele também se ocupa, como se fosse o dono, plantando manjericão para os vizinhos e brigando com o vento para que deixe as calçadas limpinhas.)

Há dez anos nossa rotina é a mesma. Se não aqui, na praia: assistindo ao tempo. Um tempo lento que faz as crianças da rua crescer um pouco por ano – mudam as brincadeiras, as estaturas, os namoricos. Um tempo que pára quando estamos proseando sobre a vida – a prosa é boa como bolo de fubá saindo do forno, e nem pela fome é interrompida. E então olhamos para o céu: anoiteceu. O Luis coloca a mão pesada sobre o meu joelho… ‘Vamos, velha, tá na hora’. E eu só levanto porque sei que amanhã me sento aqui mais uma vez, para sentir que o bonito da vida é poder olhar para ela. Melhor ainda se for da calçada da minha casa.”

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Categoria Da redação

Eu te amo

8 de junho de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/05/eu-te-amo/

“Aprendi que não basta amar uma pessoa. É preciso dizer isso a ela todos os dias de nossas vidas!”

Rita Nóbrega, 41 anos, São Paulo, SP.

Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.

Foto: Maria Reser

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Categoria O que aprendi

Prenúncio de amor

8 de junho de 2009

Como 12 de junho é dia dos namorados, esta semana é o amor o tema que inspira a redação da Sorria*. E a primeira a abrir o coração é Amanda Rahra, coordenadora de projetos.

“Sabe aquele instante em que as borboletas no estômago se agitam loucamente, a boca seca e as pernas ficam levemente dormentes? São os segundos antes do primeiro beijo em um novo alguém. Você já está esbarrando na pessoa meio sem querer, olhando firme nos olhos dela enquanto ouve atentamente o que ela diz e baixando o olhar quando ela faz algum comentário querido sobre você ou sobre o mundo. Este pode ser o prenúncio de um novo amor. Ou não. Mas quando não estamos vivendo de fato um grande amor, nada melhor do que se entregar às borboletas e se deixar levar.”

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Categoria Memória

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