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A Sorria* é uma revista social da Editora MOL.
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Brincar!

22 de junho de 2009

Você adora soluções faça-você-mesmo para a vida? Tem saudades da aula de educação artística? Não lembra a última vez que se divertiu com algo que não viesse pronto dentro de uma caixa? A gente também. Não à toa, uma das seções mais queridas da Sorria* (para os leitores e, principalmente, para a redação!) é a Brincar. A cada edição, ela mostra um passo-a-passo para crianças e adultos construírem brinquedos de antigamente, como pipa, carrinho de rolimã, caleidoscópio ou fantasias de sucata.

Nós amamos o universo do faça-você-mesmo. Infinito e cheio de boas idéias, ele inspira não só a criação de brinquedos, mas também de atividades divertidas pras crianças, badulaques de moda e decoração fofos, novos jeitos de organizar a vida, estimular a criatividade e passar o tempo. Por isso, a partir de hoje, entra no ar o sub-blog Brincar!, em que a designer Danielle Bidóia vai dar sugestões simples, espertas e graciosas pra você usar suas habilidades artísticas.

E vamos começar com corte-e-cole. Fala, Dani! Leia mais »

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Categoria Brincar!

A dor e a delícia

22 de junho de 2009

http://revistasorria.com.br/oqueaprendi/2009/05/a-dor-e-a-delicia/

“Eu aprendi, desde criança, que não queria viver sem sentir prazer nem dor. E foi assim que cresci. Sofri muito com separações, perdas, brigas de pais… Pensava, já que estou sofrendo tanto, vou brincar. E, apesar de tudo, sentia muito prazer e era uma criança quase feliz. Fiquei adolescente, cresci, virei mulher e agora estou na envelhescença, que é quase igual a adolescência, é uma transição entre a maturidade e a velhice. Há 7 anos, conheci uma pessoa maravilhosa e me apaixonei por ela. Separado, 6 filhos moços, avô. Eu, separada, um filho moço, quase avó. Ele não queria ficar comigo, dizia que não tinha o que me oferecer e tinha medo que a gente sofresse. Escrevi uma carta à ele, dizendo que não queria passar a minha vida sem sentir prazer nem dor, nossas horas de dor já estão escritas e as de prazer é a gente que faz. Me responsabilizei por tudo que pudesse nos acontecer no futuro, já que eu queria muito fazer daquele momento o nosso prazer. Ele aceitou, fomos morar juntos. Estamos morando juntos até hoje e fazendo da nossa vida o melhor possível.”

Maria Helena Sarti, 48 anos, São Paulo, SP

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Categoria O que aprendi

Marry Me

21 de junho de 2009

por Juliana Coelho

“Encontrei esse vídeo – ou talvez ele tenha me encontrado – por acaso. Entrei no YouTube para procurar alguma bobagem, e lá estava ele, na primeira página: Marry Me (na tradução, Case Comigo), dirigido pela australiana Michelle Lehman. Minha reação foi soltar um ”aaaahhh, que fofo!”, porque crianças sempre me encantam de alguma forma – e o filminho, além de muito bem feito e editado, tem um ar retrô adorável, que a gente nota no vestido da menina e no mullet (aquele corte de cabelo tipo chitãozinho) incrível do menino. Mas o encantamento maior fica mesmo na história, que trata daquilo que todos (ou todas, pelo menos) vivemos: o primeiro amorzinho da infância. Quase sempre as garotas apresentam os primeiros sintomas, enquanto os meninos reagem com a careta de nojo: ”garotas, bleh!”. E daí começa a nossa sina: sempre fazendo algo para chamar a atenção dele, tentando agradar. Um olhar já é o suficiente para nos desmanchar, sentir aquele frio na barriga e alimentar a paixonite. Garotas são assim – e o filme faz a gente pensar o quanto podemos ser bobas nesses jogos de amor. Mas o final é cheio de esperança (e girl power!).”

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Categoria Sem categoria

Para compreender a família

20 de junho de 2009

por Camila Santos

Pai, mãe, irmãos, avós… São eternas fontes de carinho, emoção, loucura, mágoa. E nossas referências para saber mais de nós mesmos. A seguir, uma seleção para amar, rir e perdoar a família. E entender de onde viemos

Imagens: divulgação

Os Saltimbancos. Disco de Chico Buarque, 1977, Gravadora Polygram. Inspirado na fábula Os Músicos de Bremen, dos Irmãos Grimm, conta a história da família nascida da amizade entre um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata explorados por seus patrões. Lançado durante a ditadura, seu mote de que só a união traz a força para lutar faz desse álbum um dos mais políticos de nossa música. Para passar aos filhos e cantar junto.

Pequena Miss Sunshine. Filme de Jonathan Dayton e Valerie Faris, EUA, 2006. Na família Hoover, o pai é um fracassado escritor de auto-ajuda, o filho é rebelde, o avô é viciado em drogas, o cunhado é suicida e a mãe tenta não enlouquecer. Mas todos partem em uma Kombi velha em busca do sonho da filha caçula, Olive: participar de um concurso de beleza. A jornada os fará perceber que a vitória não está necessariamente em ganhar, mas em aceitar a si mesmos e uns aos outros pelo que são. Para rir e se emocionar

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Categoria Dicas

Ambrosia cremosa

19 de junho de 2009

Nas festas juninas da família e do trabalho, geralmente, cada um leva uma comidinha para dividir com o pessoal. Então a gente separou uma receita doce para deixar sua festa com um toque especial.

ambrosia


Ambrosia Cremosa

Ingredientes
• 3 litros de leite integral
• 1 kg de açúcar cristal
• 8 ovos inteiros
• 5 cravos
• 1 canela em pau

Modo de preparo
Em uma panela grande (número 40), junte o leite, o açúcar, os cravos e a canela e deixe ferver em fogo baixo. Separe claras e gemas. Em uma vasilha, bata as claras em neve. Adicione aos poucos as gemas à batedeira e despeje devagar essa mistura no leite fervendo. É a hora em que o doce costuma “crescer” na panela e quase transborda. Deixe cozinhar em fogo brando e, com uma colher de pau, mexa para trazer o doce da parte de baixo da panela para cima. Quando a mistura estiver reduzida a três quartos, com a aparência de um caldo grosso e
cremoso, desligue o fogo.

Finalizacão
Coloque em um pote, espere esfriar e leve à geladeira. Se quiser, na hora de servir, salpique raspas de limão.

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Categoria Da redação

Sorria, meu bem

19 de junho de 2009

foto: Laura  Sobenes

por Roberta Faria

Há tantos tipos de sorriso quanto de emoções. A gargalhada inesperada, que faz engasgar e sair o refrigerante pelo nariz (e depois gargalhar mais ainda pelo vexame). Risada de fazer lágrimas, queimar a barriga e torcer as pernas para não soltar a bexiga. Tem aquele risinho nervoso, de frio na barriga e vergonha, que dá em montanharussa e nos segundos antes de subir no palco. Tem o riso histérico também, meio grito, meio louco, meio bruxa má do leste. E riso de escárnio, debochado, de quem queria mesmo era estar chutando a canela. Tem quem ria chorando, no fim de filmes felizes (ou quando, apesar da desgraça, ufa, ainda sobrou uma piada). E sorriso sedutor, dado com o melhor ângulo e lançado com as pestanas meio baixas. Tem acesso de riso, que começa de bobeira, pega um, pega outro, e de repente todo mundo está se contorcendo. Sorriso amarelo para as ocasiões sem graça. O apaixonado, que vem suspirando. Sorriso só lábios esticados para as coisas simpáticas. Tem quem ria com os olhos, mesmo que a boca finja não achar graça. E o sorriso a contragosto, quando a vontade é de fazer bico? Tem risadinha de quem fez bobagem. Bom mesmo é riso aberto, largo, com todos os dentes, felicidade pura, um riso assim, de dentro pra fora. E tem sorriso assim, simples, desses que acompanham palavras (de oi, obrigada, tchau) ou despertam por uma música, uma paisagem, um gosto bom – nada de engraçado, a graça está é no jeito de a gente olhar. Mais variados do que os sorrisos, só os motivos para rir.

Fotos: Laura Sobenes

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Categoria Da redação, Descobrir

Bicicletas para ser feliz

19 de junho de 2009


por Jeanne Callegari

Redescobri a bicicleta no ano passado, quando escrevi uma reportagem sobre o tema. Fiquei impressionada com as vantagens desse meio de transporte não só para a cidade (não causa trânsito, não polui), quanto para as pessoas (é saudável, emagrece, melhora o condicionamento físico). Acima de tudo, pedalar muda sua relação com o espaço urbano. Passamos a enxergar melhor cada árvore do caminho, cada desenho nos muros; podemos cumprimentar as pessoas, reparar em uma loja nova, ver coisas que nunca tínhamos percebido. Aí em cima tem um videozinho bacana, legendado em português, que mostra como as magrelas têm impacto na qualidade de vida dos moradores de cidades como Amsterdã e Copenhagen. Os profissionais da arquitetura chamam esses municípios de people-oriented (voltados para as pessoas), em vez de car-oriented (voltados para os carros). Aproveite para tirar a sua bici da garagem e dar um passeio pela sua vizinhança, ir ao cinema, na padaria, na aula de inglês…

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Categoria Chaves da Cidade

Ultraje a rigor

18 de junho de 2009

ultrajearigor

por Dilson Branco

“Caipiras e gaúchos. É entre esses dois grupos que o mundo se divide quando se é um menino numa festa junina no Rio Grande do Sul. Para as meninas é fácil: todas elas têm vestido de prenda. Mas entre os guris impera a implacável divisão. De um lado, aqueles que ostentam chapéu de feltro, camisa de um branco impecável, lenço vermelho no pescoço, pala sobre os ombros, guaiaca na cintura, bombacha e botas com esporas – ou seja, pilcha completa. De outro, os de chapéu de palha e calça velha remendada. Eu sempre fui do segundo grupo. Sentia uma baita inveja, mas acho que nunca cheguei a pedir aos meus pais uma roupa de gaúcho-mirim. Vai entender as razões das crianças… Seja como for, na hora da foto eu demonstrava auto-estima inabalável. Essa foi tirada quando eu tinha seis anos. Vejam só que animação.”

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Categoria Memória

O apagar das estrelas

18 de junho de 2009

http://www.flickr.com/photos/do-ari/436661008/

O céu negro, com a lua azul e as estrelas de todas aquelas canções e poemas, pode desaparecer. Na verdade, já nem existe mais em alguns lugares – se você mora em uma cidade grande, como São Paulo, basta olhar para cima e perceber que a escuridão foi substituída por branco, rosa, amarelo. Enquanto clareamos o caminho com tochas e lampiões, perder a noite escura era inimaginável. Hoje, os aparatos de iluminação, dos postes das avenidas à lâmpada na varanda, refletem-se na atmosfera e escondem o céu. O problema não é só o fim do romantismo. A luz fora de hora está ligada a distúrbios do sono, ao câncer de mama e ao desaparecimento de pássaros, segundo a Associação Internacional da Noite Escura. Resolver a poluição luminosa nem é tão difícil: pequenas medidas, como instalar rebatedores de luz nos postes e temporizadores para apagar lâmpadas desnecessárias, já nos devolvem um pouco do brilho das estrelas.

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Categoria Da redação, Descobrir

Ba! Tu! Que!

18 de junho de 2009

batuque-sorria7

por Dilson Branco

Você certamente não lembra, mas com alguns poucos meses de vida realizou seu primeiro concerto musical. Abriu as mãos, empurrou uma de encontro à outra, e, ao se encontrarem, elas vibraram o ar num “pá” inspiradíssimo. A platéia era pequena, mas foi ao delírio. Batucar é instintivo. Tudo de que precisamos, a princípio, é do próprio corpo. As palmas são só o começo. Estalando os dedos, pisando forte o chão, já obtemos outros sons. E as possibilidades são infinitas (já experimentou bater o dedo na bochecha? Conforme a boca está mais ou menos aberta, saem notas diferentes!). A brincadeira fica ainda melhor se explorarmos as superfícies ao nosso redor. Mesas, cadeiras, vasos, plásticos, metais… cada coisa vibra de um jeito. Explorar o mundo como se fosse uma grande bateria é uma experiência tão prazerosa que tem gente que decidiu viver disso. Como os caras do grupo Batuntã, de São Paulo. Eles fazem música batucando em geladeiras, pneus, canos, latas e o que mais der na telha. “É uma experiência social”, afirma o integrante Daniel Gomes. “Quando as pessoas batucam juntas, elas vibram na mesma freqüência, e isso vai levando a uma espécie de transe que envolve tanto quem toca quanto quem ouve”, garante. Coisa de profissional? Nada disso. Reúna os amigos e comprove que sua carreira não morreu no berço.


Foto:
Renato Pizzutto

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Categoria Da redação

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