A Sorria* é uma revista social da Editora MOL.
O preço de R$ 2,50 que você paga por ela, descontados os impostos, é 100% doado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
As páginas da Sorria* ilustram uma reportagem sobre como fazer uma boa diagramação, veiculada na mais recente edição da revista Publish. Publicada há quase duas décadas, a Publish é especializada em tecnologia aplicada às artes gráficas, impressão digital, design
e criação.
Se inspirou com as histórias de amizade entre bichinhos e humanos e também quer um amigão? Que tal adotar um gatinho ou cãozinho? Estima-se que apenas na cidade de São Paulo vivam 1,5 milhão de cães, dos quais somente 20% possuem um lar. Adotar um bicho, em vez de comprá-lo, pode mudar o destino do seu novo companheiro e trazer muitas alegrias para sua família. Separamos alguns sites de adoção de animais para você dar uma olhada. Quem sabe rola um amor à primeira vista…
Já imaginou abandonar um estilo de vida confortável para se dedicar a pesquisas ecolólógicas?
É o caso de Cláudio Pádua, de 60 anos. Aos 30 e poucos, ele era diretor executivo de uma empresa farmacêutica no Rio de Janeiro, morava em uma cobertura e andava de carro esportivo do ano. Então resolveu largar tudo e se dedicar à paixão que o fisgara ainda na infância, quando adorava brincar na fazenda do avô: a preservação da natureza. “Foi uma missão do coração. Só racionalizei depois”, conta. Casado, pai de três filhos, viu o padrão de vida da família cair consideravelmente, mas seguiu em frente. Formou-se em Biologia, especializou-se em espécies ameaçadas de extinção e mudou-se para o interior de São Paulo, a fim de estudar o mico-leão-preto.
Em 1992, ao lado da mulher, Suzana, Cláudio fundou o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), ONG voltada para o estudo de espécies ameaçadas, a educação ambiental, a restauração de habitats e o desenvolvimento sustentável. Sua atuação na instituição é totalmente voluntária. O sustento vem da carreira acadêmica – ele é professor aposentado da Universidade de Brasília, onde lecionou de 1994 a 2004, e reitor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas). Sua dedicação tem reconhecimento internacional: em 2003, ele e Suzana foram considerados Heróis do Planeta pela revista norte- americana Time, por sua luta pela conservação da biodiversidade. “Sabe quando você se incomoda com algo e chega a um ponto em que ou se entrega de verdade ou nunca mais muda? Eu, felizmente, me entreguei”, afirma.
Trecho de Não tem preço, reportagem Larissa Soriano publicada na Sorria* 8.
A vereadora de São Paulo Mara Gabrilli acaba de inaugurar seu portal, com foco no cotidiano das pessoas com deficiência. O site disponibiliza livros para download, vídeos (incluindo uma série que ensina a Língua Brasileira de Sinais), notícias em áudio e um espaço para denunciar estabelecimentos ou áreas públicas da cidade de São Paulo com falhas de acessibilidade.
Para conhecer melhor a história de Mara, leia a reportagem Quando o fim é o começo, publicada na Sorria* 2.
Esta semana os bichos invadiram o blog da Sorria*. A gente vai contar histórias com os nossos amigos mais felpudos e fofinhos. Para começar, confira dois depoimentos sobre amados porquinhos de estimação:
Porcão altivo Gabriel e Josemar Melo, São Paulo, SP
Josemar, de 33 anos, é cuidador profissional de cachorros, mas escolheu um porco como seu bichano de estimação. Porco mesmo, dos grandes, não porquinho de filme infantil. Trata-o como um filho: Gabriel Melo herdou até seu sobrenome. O pai só o lava com xampu especial e, antes de passear pelas ruas, coleira e tudo, passa protetor solar com aloe vera. Tudo de farmácia de manipulação. “Antes, o ensaboava com a linha infantil da Johnson & Johnson, mas Gabriel já não é mais uma criança”, explica. Hoje, com 100 quilos, o bicho continua espantando por contrariar a fama de sujismundo dos porcos. Já confundiu até uma velhinha, na rua: “Que coisa mais linda, rosinha como um porco!”. Outra vez perguntaram se Josemar o alimentava com lavagem. “Fala baixo, Gabriel nem sequer conhece essa palavra”, retrucou. “E, se descobrir, certamente ficará enojado”.
“Aprendi que a minha felicidade depende só de mim mesma. Por isso é tão fundamental ter uma relação saudável comigo: cuidar de mim, me respeitar, me amar. Enfim, me responsabilizar pela vida que eu quero ter.”
Renata Di Nizo, 48 anos, São Paulo, SP.
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
“Na maioria das revistas, a página de índice costuma ser uma coisa sem graça: só fotinhos pequenas e os números de páginas onde estão as matérias. Na Sorria*, achamos uma solução legal para aproveitar o espaço: transformamos o sumário em uma vitrine de arte. A cada edição, chamamos um ilustrador diferente para criar um desenho, mesmo que não tenha nada a ver com as pautas – só porque é bonito ou reflexivo, e isso também faz a gente sorrir. Na edição 8, a página foi ilustrada pela artista plástica sueca Camilla Engman. Suas pinturas e colagens já estiveram presentes em dezenas de exposições na Europa e nos Estados Unidos, além dela ter ilustrado para o New York Times, Google e Converse – e agora, pra gente. E o mais legal: a Camilla doou seu cachê pro GRAACC.”
Desde que me mudei para São Paulo, reservo toda primeira sexta-feira do mês para amigos e vinis. Quando surgiu, em 2007, a Noite da Vitrola não era bem um jogo. Queria apenas reunir vizinhos que conhecia apenas de “olá” para ouvir vinis, assunto que tínhamos em comum e que superou a conversa fática de elevador. E assim foi: ouvimos Blood on the tracks, do Bob Dylan, Rubber Soul, dos Beatles, e Minas, do Milton Nascimento. Foi uma noite muito agradável e resolvemos repeti-la.
Na segunda edição, mais pessoas se uniram e o gosto musical foi se diversificando. Um amigo da faculdade apareceu com um disco de música cubana que tinha na capa um sujeito com batom na boca, chapéu de caubói e vários cordões no pescoço. Foi diante da atípica foto que percebemos o grande barato da Noite: descobrir novas músicas - e capas.
Hoje ela funciona assim: cada um dos participantes leva dois vinis pra Noite, sem revelar o nome das bandas. Enquanto ouvimos o disco, fazemos perguntas pra tentar adivinhar país de origem, bandas que soam parecidas, nome do vocalista e qualquer outra coisa que nos ajude a identificar o conjunto. Dificilmente alguém acerta, porque é visando o nome mais esdrúxulo e desconhecido que os meu amigos, verdadeiros ratos de sebo, procuram os discos. Terminamos com algum LP clássico, pra não ficar só na palhaçada.
Na verdade, a Noite da Vitrola nada mais é do que uma desculpa para reunir pessoas que têm uma paixão em comum. Ninguém joga sério, a música perde a noção de lógica e todos ganham ótimas gargalhadas.
O original leva queijo-de-minas padrão, mas nesta receita, por influência da nordestina farinha de tapioca, o chef vai de queijo de coalho. O resultado é surpreendente.
Ingredientes
• 1 1/2 xícara (chá) de farinha de tapioca granulada
• 3 xícaras de leite integral
• 1 xícara de óleo de girassol
• 2 ovos
• 1 xícara de queijo de coalho ralado
• 1 xícara de polvilho doce
• sal a gosto
Modo de preparo
Em uma panela, ferva o leite e o óleo. Despeje o líquido ainda quente sobre a farinha de tapioca. Misture bem com uma colher de pau e deixe hidratar até esfriar. Bata os ovos, junte o queijo e, aos poucos, adicione-os à farinha de tapioca hidratada, sempre mexendo. Ajuste o sal e, por fim, acrescente o polvilho. Com as mãos levemente untadas, amasse bem a massa até ela ficar no ponto para fazer bolinhas uniformes. Disponha tudo em uma assadeira (sem untá-la) e leve ao forno em temperatura média-alta durante 20 minutos. Ou até elas ficarem douradinhas.
Receita de Julio Bernardo, do restaurante Sinhá, escrita por Marcelo Dias e publicada originalmente na Sorria* 5.
“Quando tinha 5 anos, morava em um condomínio militar no Cambuci, bairro de São Paulo. Não gostava de bonecas: jogava com os meninos, escorregava no corre-mão e empinava sacolas de mercado. Até que minha família decidiu se mudar. Fomos para Altamira, no Pará. Como a viagem durava cerca de uma semana, aprendi a inventar meus próprios jogos. Brincava na lama do atolamento, contava placas e passarinhos, cantava e via quem conseguia completar a música.
Chegando lá, meu pai se apresentou ao 51 BIS (Batalhão de Infantaria de Selva). Era tudo muito novo e diferente do que tinha visto ou imaginado. Não tinha vizinhos ou primos para jogar comigo e poucos brinquedos foram na mudança. Lia uns livros e criava minha diversão. O jardim era lugar de caça ao tesouro, com palitos e massinha fazia um jogo de dardos e com almofadas e uma rede estava pronta para o volêi. Duas vezes por semana, quando desligavam o gerador da cidade, faltava luz. Com algumas velas e um lampião, aprendi a criar animais de sombra e fazia a família adivinhar que bicho era aquele projetado na parede. Descobri que diversão é a gente que cria – senão, inventa uma desculpa para ficar amuado.”