25 de agosto de 2009
Nesta semana, vamos falar sobre solidariedade e diversas maneiras de ajudar o próximo. Para começar, confira esta entrevista com Felipe Ventura, um menino de doações milionárias:
O garoto do cofrinho
Felipe Ventura conseguiu seu primeiro milhão aos 16 anos. Mas não ficou com o dinheiro. Desde pequeno, junta moedas para doá-las. A cada ano, seu cofrinho fica mais pesado
texto: Nina Weingrill foto: Daniela Toviansky
Era um doming frio e chuvoso de 1998. Na TV, a apresentadora Hebe Camargo pedia aos telespectadores que doassem o que podiam ao Teleton, maratona televisiva que visa a arrecadar dinheiro para a construção de hospitais para crianças deficientes. A meta era quebrar o recorde do ano anterior, e, para isso, ainda faltavam 3 milhões de reais. Felipe Ventura, então com 7 anos, assistia atento ao programa e quis fazer uma doação. Correu para o quarto, abriu seu cofrinho e derrubou as moedas no chão. Eram 75 reais e uns quebrados. E ele, ajudado pelos pais, resolveu levá-los à emissora. Naquele dia, o garoto acabou no palco do programa, ao lado de Hebe e Silvio Santos. Ele conseguiu fazer sua doação – ao vivo –, abraçou a causa e, desde então, tem como desafio aumentar a cada ano o valor arrecadado.
Por causa de sua atitude, Felipe também foi convidado a encabeçar uma ação na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) chamada “Corrente do Bem”, em que transmite aos jovens a mensagem sobre a importância de uma colaboração. A corrente ganhou elos, espalhou-se para outros países da América do Sul e rendeu a Felipe até um troféu de Responsabilidade Social. Conheça a seguir esse jovem, que, com uma atitude simples, ajuda a melhorar o mundo:
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24 de agosto de 2009

Aprendi a pintar paredes, assim como lixá-las para deixar a massa corrida perfeita! Aprendi a restaurar janelas, envernizar portas e decorar um ambiente confortável. Não com aquela perfeição, mas com muito carinho, dedicação e uma vontade enorme de deixar tudo tão bonito quanto a união de um casamento!
Anna Carolina de Carvalho, 24 anos, São Paulo, SP - por email
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
Foto: Robson Felipe de Carvalho
22 de agosto de 2009

A surpresa dessa tradicional receita fica para o final. Quando desenformado, o bolo invertido exibe o brilho das bananas em caramelo
Ingredientes
• 2 xícaras de açúcar
• 1/3 de xícara de água fervente
• 3 bananas nanicas cortadas ao meio,
no sentido do comprimento
• 3 ovos
• 1/2 xícara de leite
• 1 colher (chá) de essência de baunilha
• 100 g de manteiga em temperatura ambiente
• 1 1/2 xícara de farinha de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
Modo de preparo
Em uma panelinha, aqueça uma xícara de açúcar, mexendo até caramelar. Despeje a água deixando escorrer pela borda da panela e mexa para não empelotar. Ferva por alguns minutos, mexendo sempre, até formar uma calda lisa. Transfira para uma fôrma de 24 cm de diâmetro, cobrindo o fundo e as laterais. Distribua as fatias de banana no fundo. Reserve. Em uma tigela, bata os ovos com o leite, a baunilha e o açúcar restante. Junte a manteiga, a farinha e o fermento e misture até ficar homogêneo. Espalhe na fôrma e leve ao forno pré-aquecido, em temperatura alta, por 40 minutos. Deixe esfriar por cinco minutos e desenforme.
Receita de Lourdes Possato Leão publicada na Sorria* 6 com texto de Marcela Dias e produção culinária de Lucy Silva. As fotos são de Daniela Toviansky.
21 de agosto de 2009

Diários de Motocicleta. Filme de Walter Salles, EUA, 2004. Na década de 50, dois estudantes argentinos decidem fazer uma viagem de moto pela América do Sul – uma espécie de despedida da juventude. No caminho, entram em contato com as raízes do continente e com as próprias motivações políticas e emocionais. Um deles se torna o guerrilheiro Che Guevara. Para retomar aqueles velhos planos de fazer um mochilão. O que se encontra pelo caminho pode ajudar o viajante a se reencontrar
1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer, livro de Patricia Schulz, Sextante, e 100 Lugares que Você Precisa Visitar Antes de Dizer que Conhece o Brasil, livro de Jorge de Souza, Panda Books. Quase tão legal quanto viajar é saber sobre as pessoas, os costumes e as belezas de lugares desconhecidos. E planejar a próxima partida. Esses dois livros trazem seleções bem particulares de lugares incríveis que todo mundo deveria ter o direito de conhecer. Só de escolher os favoritos já bate a vontade de fazer as malas.
História real. Filme de David Lynch, EUA, 1999. Alvin Straight fica sabendo que seu irmão, com quem não fala há dez anos, teve um derrame. Resolve fazer as pazes, e para tanto dirige um velho cortador de grama por 432 quilômetros até a casa do irmão. Durante a jornada, cruza com personagens comuns e bizarros, com quem compartilha suas lições de vida. Baseado em uma história real, o filme trata da sabedoria da maturidade e do valor da superação para encontrar a paz.
20 de agosto de 2009
Descarte o hotel e durma de graça na casa de desconhecidos. Troque o restaurante pega-turista pelo botequinho que só os nativos freqüentam. Conheça o Couch Surfing, um novo jeito de rodar o mundo
texto: Eloá Orazem foto: Marcus Desimoni
Para quase todo mundo, sair pelo mundo é divertido e revigorante. É conhecer novas paisagens, novas comidas e voltar pra casa com os próprios cartões-postais. Mas viajar é também criar laços afetivos com um lugar novo. Especialmente quando a gente se descontamina da ansiedade de bater cartão nas atrações mais famosas e se deixa levar por aquela senhora que cruzou o caminho e convidou para um chazinho em sua casa ou aquela festa popular que fazia pulsar um bairro dos mais comuns. E tem jeito mais fácil de ser apresentado ao autêntico dos lugares do que ter um amigo em cada destino?
Bem, para quem não conhece ninguém em Olinda, Bogotá ou Tóquio, já existe o Couch Surfing, ou CS, a onda que contagiou ao menos 690 mil viajantes em 231 países. A idéia é quase hippie. Os “surfistas de sofá” são pessoas capazes de rodar o planeta guiados por moradores locais, e dormindo de graça na casa de estranhos– em sofás, quarto de hóspedes, colchonetes no chão ou até barracas no quintal alheio. E abrem sua casa para receber outros viajantes do mesmo jeito.
O CS é uma comunidade on-line como qualquer outra. No site www.couchsurfing.com, os usuários se inscrevem para trocar experiências de viagem, dicas, oferecer tours pelas suas cidades e, especialmente, um pouso seguro em sua casa. Cada participante precisa mostrar no site um detalhado perfil, com fotos, e só é aceito depois que recebe um comunicado em casa, como forma de comprovar o endereço declarado. Também fica atrelado a cada um o histórico de suas experiências no CS, como anfitrião ou hóspede, escrito por outros membros – mais ou menos como um currículo.
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19 de agosto de 2009

texto: Dilson Branco foto: Rafael Craice
Quatro refeições exóticas, três visitas a museus, duas caminhadas descompromissadas por ruas desconhecidas, uma apresentação folclórica numa feira de artesanato, dois passeios em parques, uma voltinha de ônibus, 36 fotografias e 20 bate-papos com estranhos. De quanto tempo você precisa para acumular esse saldo em uma viagem? E na sua cidade? Quando viajamos, somos tomados por uma efusiva disposição de nos encantarmos com o novo. Direcionar esse sentimento para um lugar que supostamente conhecemos bem também pode ser incrivelmente revelador. De quem é aquele busto na praça por onde você passa toda manhã? Como aquela velha igreja é por dentro? O que acontece na rua do seu trabalho no fim de semana? O que se serve à noite no restaurante onde você sempre almoça? Como são as festas de imigrantes da sua cidade? Quando foi construído aquele charmoso prédio do centro? Por trás de cada “não sei”, há um mundo inteiro a ser descoberto. Olhar a cidade como turista pode tornar seus dias mais parecidos com férias.
19 de agosto de 2009
Durante o ano letivo, ela tem uma vida normal, cuidando da família e dando expediente em um colégio paulista. Nas férias, Edna se transforma em andarilha — e sai a caminhar pelo Brasil em busca de aventuras e paisagens
texto: Eloá Orazem
O nome do lugar dava pistas de que chegar não seria fácil: Abismo das Anhumas. Depois da longa caminhada, havia a descida por uma fenda na pedra, a 72 metros de profundidade. Poucos ousaram encarar a escuridão da caverna. Edna Buozzi, 47 anos, bióloga, professora, diretora de escola, mãe de dois adolescentes, foi. O tempo demorou a passar enquanto descia pendurada pelas cordas. Quando pôs os pés no chão, fez-se a luz: uma imensidão de estalagmites, estalactites e lagos de águas cristalinas. A beleza daquele lugar, em Bonito, em Mato Grosso do Sul, foi tanta que Edna chorou. Mais um lugar fora dos mapas turísticos que ela encontrou por causa de sua forma singela de viajar: andando.
Em 1975, então com 15 anos, Edna descobriu o gosto por caminhadas. A primeira aconteceu quando topou um mochilão com amigos de São Paulo, onde vivia, para Resende, no Rio de Janeiro. De lá, seguiram a pé até Mauá, naquela época um vilarejo na serra da Mantiqueira, na fronteira com Minas Gerais, que escondia paisagens inacessíveis a motoristas. Edna se apaixonou pelo caminho. “Viajar a pé é a forma perfeita de conhecer os lugares, porque permite o contato direto com a natureza, as comunidades e a cultura de cada região”, conta. “Andando, me conhecia e me relacionava melhor com as pessoas.”
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18 de agosto de 2009
“Há alguns anos, logo que acabei o mestrado, apostei todas as fichas no doutorado. Mas não passei na seleção. Fiquei arrasado e resolvi largar tudo por um tempo. Com dinheiro emprestado, eu vivi um ano mochilando na Europa. Fiz coisas incríveis, como produzir a turnê de uma orquestra brasileira, ganhei intimidade com outros idiomas e descobri que havia muito o que aprender mesmo longe dos livros.”
Marcelo Téo, 31 anos, São Paulo (SP)
Depoimento publicado na Sorria* 8
18 de agosto de 2009
A semana mudou e o tema também, agora vamos falar de viagens. Para começar, fique com este pequeno viajante que já conhece o mundo…
O mundo é um parque

Levar filhos pequenos para conhecer vulcões, montanhas geladas, cachoeiras no meio do mato, culturas distantes. Um casal conta como a aventura de viajar fica mais emocionante quando é feita em família
texto: Daniela Pereira fotos: Caio Vilela e Ana Busch
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17 de agosto de 2009

“Aprendi que mesmo querendo estabelecer uma vida regrada acerca de minhas virtudes, respeitando e sendo indulgente para com as atitudes do outro, jamais conseguiria se não exercitasse dia-a-dia tais ações. Não basta querer. É necessário agir! Simples como se aprende a dirigir um automóvel.”
Claudia Giacobelli, 36, Valinhos, SP
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