19 de agosto de 2009

texto: Dilson Branco foto: Rafael Craice
Quatro refeições exóticas, três visitas a museus, duas caminhadas descompromissadas por ruas desconhecidas, uma apresentação folclórica numa feira de artesanato, dois passeios em parques, uma voltinha de ônibus, 36 fotografias e 20 bate-papos com estranhos. De quanto tempo você precisa para acumular esse saldo em uma viagem? E na sua cidade? Quando viajamos, somos tomados por uma efusiva disposição de nos encantarmos com o novo. Direcionar esse sentimento para um lugar que supostamente conhecemos bem também pode ser incrivelmente revelador. De quem é aquele busto na praça por onde você passa toda manhã? Como aquela velha igreja é por dentro? O que acontece na rua do seu trabalho no fim de semana? O que se serve à noite no restaurante onde você sempre almoça? Como são as festas de imigrantes da sua cidade? Quando foi construído aquele charmoso prédio do centro? Por trás de cada “não sei”, há um mundo inteiro a ser descoberto. Olhar a cidade como turista pode tornar seus dias mais parecidos com férias.
19 de agosto de 2009
Durante o ano letivo, ela tem uma vida normal, cuidando da família e dando expediente em um colégio paulista. Nas férias, Edna se transforma em andarilha — e sai a caminhar pelo Brasil em busca de aventuras e paisagens
texto: Eloá Orazem
O nome do lugar dava pistas de que chegar não seria fácil: Abismo das Anhumas. Depois da longa caminhada, havia a descida por uma fenda na pedra, a 72 metros de profundidade. Poucos ousaram encarar a escuridão da caverna. Edna Buozzi, 47 anos, bióloga, professora, diretora de escola, mãe de dois adolescentes, foi. O tempo demorou a passar enquanto descia pendurada pelas cordas. Quando pôs os pés no chão, fez-se a luz: uma imensidão de estalagmites, estalactites e lagos de águas cristalinas. A beleza daquele lugar, em Bonito, em Mato Grosso do Sul, foi tanta que Edna chorou. Mais um lugar fora dos mapas turísticos que ela encontrou por causa de sua forma singela de viajar: andando.
Em 1975, então com 15 anos, Edna descobriu o gosto por caminhadas. A primeira aconteceu quando topou um mochilão com amigos de São Paulo, onde vivia, para Resende, no Rio de Janeiro. De lá, seguiram a pé até Mauá, naquela época um vilarejo na serra da Mantiqueira, na fronteira com Minas Gerais, que escondia paisagens inacessíveis a motoristas. Edna se apaixonou pelo caminho. “Viajar a pé é a forma perfeita de conhecer os lugares, porque permite o contato direto com a natureza, as comunidades e a cultura de cada região”, conta. “Andando, me conhecia e me relacionava melhor com as pessoas.”
Leia mais »
18 de agosto de 2009
“Há alguns anos, logo que acabei o mestrado, apostei todas as fichas no doutorado. Mas não passei na seleção. Fiquei arrasado e resolvi largar tudo por um tempo. Com dinheiro emprestado, eu vivi um ano mochilando na Europa. Fiz coisas incríveis, como produzir a turnê de uma orquestra brasileira, ganhei intimidade com outros idiomas e descobri que havia muito o que aprender mesmo longe dos livros.”
Marcelo Téo, 31 anos, São Paulo (SP)
Depoimento publicado na Sorria* 8
18 de agosto de 2009
A semana mudou e o tema também, agora vamos falar de viagens. Para começar, fique com este pequeno viajante que já conhece o mundo…
O mundo é um parque

Levar filhos pequenos para conhecer vulcões, montanhas geladas, cachoeiras no meio do mato, culturas distantes. Um casal conta como a aventura de viajar fica mais emocionante quando é feita em família
texto: Daniela Pereira fotos: Caio Vilela e Ana Busch
Leia mais »
17 de agosto de 2009

“Aprendi que mesmo querendo estabelecer uma vida regrada acerca de minhas virtudes, respeitando e sendo indulgente para com as atitudes do outro, jamais conseguiria se não exercitasse dia-a-dia tais ações. Não basta querer. É necessário agir! Simples como se aprende a dirigir um automóvel.”
Claudia Giacobelli, 36, Valinhos, SP
Para saber o que mais pessoas aprenderam, acesse o blog O que aprendi. Para contar uma lição importante que você aprendeu, clique aqui e nos mande um e-mail.
15 de agosto de 2009

Pra fazer do dia-a-dia uma festa, dê graça ao seu jantar ou café da manhã de domingo com um cupcake (em português, bolo de xícara), um clássico americano. A massa é delicada, o tamanho é prático e o visual, lindo
Ingredientes
• 1 xícara (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de chocolate em pó
• 1 xícara (chá) de açúcar
• 1 pitada de sal
• 1 ovo
• 1 xícara (chá) de leite
• 1/4 de xícara (chá) de óleo
• 1 colher (chá) de essência de baunilha
• 12 forminhas para muffin
Modo de preparo
Em um recipiente, misture os ingredientes secos. Em outro, junte o leite, o óleo, o ovo e a essência de baunilha. Adicione a mistura líquida, de uma só vez, aos ingredientes secos. Mexa delicadamente com uma espátula até que a massa fique homogênea. Unte as forminhas e preencha-as com a massa até 3/4 da altura. Asse em forno alto por cerca de 35 minutos. Para acertar o ponto, espete um palito. Ele deve sair limpo e seco do bolo. Depois de frios, faça uma pequena cavidade no centro dos cupcakes com uma faca e coloque uma colher (chá) do recheio de frutas vermelhas. Cubra com chantilly e decore com confeitos de chocolate coloridos ou frutas frescas.
Receita e produção da confeiteira Luana Davidsohn, publicado na Sorria* 7 com texto de Marcela Dias e foto de Luiz Henrique Mendes
14 de agosto de 2009
“Esta história é do meu pai. Ele passou a vida trabalhando. Não tinha tempo para brincar nem ser carinhoso. Aos 70 anos, viúvo, descobriu um câncer. Só fez uma pergunta ao médico: ‘Quanto tempo?’ Oito meses. No dia seguinte, avisou: ‘Estou indo viajar’. Foi ao Nordeste, à Amazônia, à Europa. Da sua Itália natal, mandou um cartão: ‘Meus filhos, planejei minha vida inteira, e nos meus planos eu teria tempo, um dia, para viver. Agora que meu plano deu errado, a única coisa que tenho a perder é tempo. Perdoem-me, se puderem, pela ausência. Se lhes consola, saibam que este câncer imprevisto, ao contrário do que lhes possa parecer, salvou minha vida. Estou feliz e vou-me em paz’. Semanas depois ele morreu, e a lição nesse postal é minha maior herança.”
Virginia Mancini, 42 anos, Jaraguá do Sul, SC
Depoimento publicado na Sorria* 8
14 de agosto de 2009

Pães e Tulipas. Filme de Silvio Soldini, Itália/Suíça, 2000. A dona-de-casa Rosalba viaja em excursão pela Itália com o marido e os filhos quando é esquecida num restaurante de beira de estrada. Melhor. Diante do descaso da família, ela vai pra Veneza de carona, arruma emprego, casa, amigos novos em folha e descobre o valor da liberdade. Para querer virar a vida do avesso e ser feliz a seu modo.
Confissões de Schmidt. Filme de Alexander Payne, EUA, 2002. Schmidt é um sexagenário recém-aposentado. Agora que tem todo o tempo livre do mundo, percebe que sua vida, num bairro de classe média de uma cidadezinha americana, é um tédio. Refletindo sobre o passado, ele percebe que nunca fez nada de grandioso. E teme que morrerá sem o fazer. Então “adota” um garoto que vive na Tanzânia, passando a enviar-lhe dinheiro e cartas falando de sua vida. Com o novo hábito, Schmidt revive sua trajetória, e garante-lhe um significado.
Sociedade dos Poetas Mortos. Filme de Peter Weir, EUA, 1989. Na década de 1950, um professor de literatura transforma a vida de seus alunos, garotos cheios de sonhos reprimidos pelas regras rígidas da escola e da família. Com poesia e humor, ele estimula a turma a contestar o que é dado como certo, tomar suas próprias decisões e aproveitar cada instante.
13 de agosto de 2009

Por Camila Gonçalves
Quando distribuíram as pautas da edição 9 para a equipe da Sorria*, “sobrou” para mim a missão de encontrar uma senhora que fizesse ioga. Impossível eu sabia que não seria, mas ia dar um trabalhão. Liguei para academias de todo o país, explicando a minha tarefa. Depois de várias tentativas frustradas, um atendente da Academia Hermógenes, no Rio de Janeiro, me passou o contato da dona Diamantina.
Meio sem saber o que ia encontrar do outro lado da linha, eu telefonei para o número indicado e expliquei minha pauta. A dona Diamantina foi muito gentil, concordou em me conceder uma entrevista por telefone. No dia seguinte liguei mais uma vez, para a conversa que se tornaria um dos perfis da seção Movimentar, sobre o tema equilíbrio.
Em pouco mais de meia hora, ela me contou como a ioga transformou sua vida para melhor. E não parou por aí… falamos sobre seus filhos, netos, amigos, os cursos que ela faz na universidade, seu dia a dia para lá de corrido. Depois de me contar sua história, com uma paciência típica das avós, os papeis se inverteram e foi dona Diamantina quem começou a me fazer perguntas. Queria saber se eu conhecia o Rio de Janeiro, se era casada, se estava muito frio em São Paulo.
Leia mais »
13 de agosto de 2009

De engenheiro para cozinheiro, de advogado para cineasta. Mudar de profissão é uma aventura em que cada vez mais gente embarca. Saiba por que isso é possível, faz bem e é até valorizado no mercado. Já fez seu teste vocacional hoje?
texto: Simone Cunha
ilustração: Rafael Sica
Fbíola Medeiros tinha 32 anos e trabalhava como relações-públicas na única multinacional de Alfenas, em Minas Gerais. Casada e com dois filhos, era exemplo de mulher de sucesso. Gustavo Brusca, aos 47 anos, era gerente de produtos de uma indústria têxtil de São Paulo, ditava tendências desenvolvendo tecidos, estampas e fios e ganhava um salário de alto padrão. Em comum, também tinham a certeza de que estavam insatisfeitos com sua profissão. Caminhavam a passos largos, mas não para onde queriam. Era preciso parar e recomeçar a trilha – em novo rumo.
Há cinco anos, Fabíola largou a carreira empresarial dos últimos quinze para se tornar fotógrafa autônoma. Ela tinha certeza de que era o que queria e de que tudo daria certo – ao contrário da vizinhança de Alfenas. “Fui tachada de louca. Diziam ‘por que uma mulher com dois filhos larga um bom emprego pela fotografia?’”, relembra. Oras, porque queria mais tempo com as crianças, menos burocracia, mais criatividade e voltar a aprender – coisas que não tinha naquela vida. Gustavo também deixou o design, há pouco mais de um ano, para abrir o próprio bistrô. Ganha quatro vezes menos, trabalha quatro horas a mais por dia, mas está bem mais feliz do que com o emprego anterior.
Leia mais »
© 1996-2009 Editora Mol. Todos os direitos reservados