Nas nuvens
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texto: Daniela Almeida
A vontade é a de que as figuras não desapareçam. A mente flutua até as alturas, viajando por amontoados de algodão-doce. Cavalos. Um homem de chapéu. Flores. Navios em pleno céu. Quem nunca passou a tarde apenas olhando para cima e brincando de dar forma às nuvens? Nesse jogo de adivinha, basta deixar solta a imaginação. O que é dinossauro para um pode ser jacaré para outro. Num instante, o vento faz do pássaro um avião. A mulher de perfil… Uma simples nuvem. Tudo depende da generosidade (e da poesia) de quem vê: aquela ali pode ser uma mera cumulus nimbus trazendo chuva, ou um menino pulando num pé só, o que escolher. A previsão é de céu limpo? Dá-se um jeito. Foi o que fez Vik Muniz, artista plástico brasileiro radicado em Nova York. Com um avião de pulverização agrícola, desenhou no céu azul nuvens feitas de fumaça. A obra de arte pública ficou registrada na série Pictures of Clouds. Mas se você prefere viajar em terra firme basta olhar para cima. Resgatar a deliciosa brincadeira de criança, esperando sem pressa elas passarem. Deixar leve o pensamento. E voar.
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Li um livro infantil muito legal sobre isso. (O Umbigo do Marcos)
As crianças amam a história!
abraços