Você ainda é um artista
texto: Dilson Branco
Quando você era pequeno, conhecia uma maneira fácil, prazerosa e eficiente de se expressar. Bastava deixar o lápis deslizar pelo papel. Por vários anos, você foi um artista admirado, até que decidiu abandonar a carreira. Foi quando lhe ensinaram que sete letras representavam um castelo de maneira muito mais prática do que cinco ou seis retas. Pronto para emergir na realidade, você tachou suas obras-primas de tortas e imprecisas e, conforme o tempo livre ficou escasso, simplesmente deixou de desenhar. É o que acontece com quase todos nós. Mas basta recomeçar para se lembrar das delícias que essa atividade tão instintiva proporciona. De um lado, desenhar pede observação e paciência, que acabam por treinar o olhar e a coordenação. De outro, não é preciso ser perfeito nem exato: apenas solte a imaginação. Ao desenhar, deixamos o hemisfério direito de nosso cérebro – responsável pelas emoções e pelo lado mais divertido da vida – tomar conta. Juntando isso, a arte acaba por melhorar nossa compreensão dos outros e de nós mesmos. Continua sendo fácil, prazeroso e eficiente.
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Publicado por Sorria*
Categoria Da redação, Descobrir









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