Solidariedade
Nesta semana, vamos falar sobre solidariedade e diversas maneiras de ajudar o próximo. Para começar, confira esta entrevista com Felipe Ventura, um menino de doações milionárias:
O garoto do cofrinho
Felipe Ventura conseguiu seu primeiro milhão aos 16 anos. Mas não ficou com o dinheiro. Desde pequeno, junta moedas para doá-las. A cada ano, seu cofrinho fica mais pesado
texto: Nina Weingrill foto: Daniela Toviansky
Era um doming frio e chuvoso de 1998. Na TV, a apresentadora Hebe Camargo pedia aos telespectadores que doassem o que podiam ao Teleton, maratona televisiva que visa a arrecadar dinheiro para a construção de hospitais para crianças deficientes. A meta era quebrar o recorde do ano anterior, e, para isso, ainda faltavam 3 milhões de reais. Felipe Ventura, então com 7 anos, assistia atento ao programa e quis fazer uma doação. Correu para o quarto, abriu seu cofrinho e derrubou as moedas no chão. Eram 75 reais e uns quebrados. E ele, ajudado pelos pais, resolveu levá-los à emissora. Naquele dia, o garoto acabou no palco do programa, ao lado de Hebe e Silvio Santos. Ele conseguiu fazer sua doação – ao vivo –, abraçou a causa e, desde então, tem como desafio aumentar a cada ano o valor arrecadado.
Por causa de sua atitude, Felipe também foi convidado a encabeçar uma ação na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) chamada “Corrente do Bem”, em que transmite aos jovens a mensagem sobre a importância de uma colaboração. A corrente ganhou elos, espalhou-se para outros países da América do Sul e rendeu a Felipe até um troféu de Responsabilidade Social. Conheça a seguir esse jovem, que, com uma atitude simples, ajuda a melhorar o mundo:
Sorria* – Você chegou ao palco do programa e se encontrou com o Silvio, mas não era bem isso o que você procurava…
Felipe –Não. Eu estava atrás do caixa do Bradesco, onde eu poderia deixar minhas moedas. Aí o Silvio Santos pediu meu cofrinho e eu não dei. Eu falei que tinha vindo porque a Hebe pediu. Minha mãe fez um sinal para que eu deixasse tudo com ele. Deixei. Então o Silvio me parou e disse: “Espero você no ano que vem com dois cofrinhos. Será que você consegue?”.
E conseguiu?
Felipe – Consegui. Voltei para casa com essa meta na cabeça. Coloquei um cofrinho na loja dos meus pais e outro na casa dos meus avós. E assim foi. No outro ano ele me pediu para levar três, depois, mais e mais. No ano passado, eu levei uma mala de quase 100 quilos com 13 mil reais dentro. Toda a minha família me ajudou.
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