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Passo a passo

19 de agosto de 2009

Durante o ano letivo, ela tem uma vida normal, cuidando da família e dando expediente em um colégio paulista. Nas férias, Edna se transforma em andarilha — e sai a caminhar pelo Brasil em busca de aventuras e paisagens


texto: Eloá Orazem

O nome do lugar dava pistas de que chegar não seria fácil: Abismo das Anhumas. Depois da longa caminhada, havia a descida por uma fenda na pedra, a 72 metros de profundidade. Poucos ousaram encarar a escuridão da caverna. Edna Buozzi, 47 anos, bióloga, professora, diretora de escola, mãe de dois adolescentes, foi. O tempo demorou a passar enquanto descia pendurada pelas cordas. Quando pôs os pés no chão, fez-se a luz: uma imensidão de estalagmites, estalactites e lagos de águas cristalinas. A beleza daquele lugar, em Bonito, em Mato Grosso do Sul, foi tanta que Edna chorou. Mais um lugar fora dos mapas turísticos que ela encontrou por causa de sua forma singela de viajar: andando.

Em 1975, então com 15 anos, Edna descobriu o gosto por caminhadas. A primeira aconteceu quando topou um mochilão com amigos de São Paulo, onde vivia, para Resende, no Rio de Janeiro. De lá, seguiram a pé até Mauá, naquela época um vilarejo na serra da Mantiqueira, na fronteira com Minas Gerais, que escondia paisagens inacessíveis a motoristas. Edna se apaixonou pelo caminho. “Viajar a pé é a forma perfeita de conhecer os lugares, porque permite o contato direto com a natureza, as comunidades e a cultura de cada região”, conta. “Andando, me conhecia e me relacionava melhor com as pessoas.”

Desde então, Edna viaja assim, passo a passo. Todos os anos, quando as férias se aproximam, pesquisa lugares novos nos mapas, faz as malas e parte. Chega ao hotel, deixa a bagagem, põe o tênis, veste biquíni e short, pega uma garrafa d’água, guarda um par de meias extra e um dinheirinho no bolso, e sai a caminhar. Assim, sem rumo certo mesmo. “Tem gente que me acha doida. Mas penso que bom é você estar em contato com o que é seu. Quando faço uma caminhada, só tenho a mim. E eu me basto. Quando estou comigo, só entro em contato com o que tenho de melhor.”


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Publicado por Sorria*

Categoria Da redação

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