RSS

A Sorria* é uma revista social da Editora MOL.
O preço de R$ 2,50 que você paga por ela, descontados os impostos, é 100% doado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Já doamos ao GRAACC até este momento:

R$ 3.936.113,88

Todos podem ter um jardim

27 de julho de 2009

Todos podem ter

Não importa se é um pedacinho de terra ou um amontoado de vasos no canto da sala. Cultivar plantas é acessível a qualquer pessoa e faz a vida florescer

texto: Amanda Rahra
ilustração: Adriana Komura

É uma dessas imagens que a gente guarda, mesmo sem nunca ter vivido de fato. O gramado verde, macio, com os pés descalços. Os canteiros perfumados e floridos de roxo, vermelho, amarelo, cor-de-rosa. A pitangueira carregada, o pé de jabuticaba fazendo sombra. O cheiro da terra molhada depois da chuva. A trepadeira cobrindo o muro, novas mudas nascendo do chão, uma abelha zunindo, a fileira de formigas em marcha. Isso é um jardim: pode ser o da sua casa de infância ou o da casa dos seus sonhos, tanto faz. Todo mundo tem um, plantado ou à espera de brotar.

Jardins são espaços de pausa. Onde a infância acontece, contempla-se a vida, descansa-se do resto. Eles estão na literatura, na mitologia, na religião, ao redor das construções grandiosas. São metáforas para a vida: se bem-cuidados, nascem, crescem, florescem, murcham e recomeçam. Cultivá-los é entrar em consenso com a natureza, cuidar de si mesmo e presentear os outros com uma paisagem. Ah, suspira-se. Mas onde andarão os jardins agora? Para tê-los é preciso, antes de tudo, terra. Que nas cidades jaz sob cimento e asfalto, e só em poeira aparece nos apartamentos. Tudo bem. Um jardim não é feito apenas de grandes espaços planejados. Uma floreira na janela, um quadradinho no chão, aquele descampado no fim da rua: pode nascer de qualquer lugar.

Sabe bem disso dona Yayo Uemura, de São Paulo. O jardim dela é de uma causa só: orquídeas. Aos 90 anos, ela já perdeu a conta de quantas têm. Vivem numa estufa nos fundos de casa. Yayo compra mudas raras quando estão ainda bem miúdas. Vão levar anos para dar a primeira flor. Não faz mal. A graça é cuidar, duas horas por dia pelo menos. “São como filhas”, diz. E, mesmo quando estão prestes a explodir em cores, ela mal vê, porque empresta os vasos floridos à família e às amigas. Quando caem as flores, pega de volta. E vai tratar da planta, por mais um ano até a próxima floração.

Leia a continuação>>

Salvar link no Delicious Delicious Salvar bookmark no Digg Digg Enviar para meu perfíl no Facebook Facebook Enviar para Google Bookmarks Google Salvar no MySpace MySpace Postar no Twitter Twitter

Publicado por Sorria*

Categoria Sem categoria

Comente

© 1996-2009 Editora Mol. Todos os direitos reservados